De clássicos góticos a combates com espadas no Japão feudal, produções mostram que o gênero oferece experiências ricas em desafio e superação.
O sucesso estrondoso de produções em mundo aberto consolidou o gênero de RPGs altamente desafiadores como uma das vertentes mais influentes da indústria contemporânea de jogos digitais.
No entanto, a mecânica baseada em combates minuciosos, aprendizado por tentativa e erro e mundos envoltos em ruínas estende-se muito além de um único título de sucesso.
Para os jogadores que buscam reviver a sensação de superação ao derrotar chefes monumentais, o mercado oferece uma vasta gama de universos densos prontos para serem explorados.
A variedade de ambientações inclui ficção científica, folclore oriental e releituras de contos clássicos da literatura mundial.
A expansão do gênero, as notas da crítica e a variedade de plataformas
Treinadores de reflexos rápidos encontram nessas produções uma oportunidade de testar táticas defensivas e customizações profundas de atributos.
De acordo com o levantamento feito pelo jornalista Róbson Martins para o portal TECHTUDO, uma seleção com dez jogos do estilo soulslike prova que o gênero oferece experiências que rivalizam diretamente com as mecânicas consagradas pela FromSoftware.
A reportagem do veículo detalha que a lista engloba desde o aclamado encerramento da trilogia Dark Souls 3 até o visceral Sekiro: Shadows Die Twice, passando pelo sombrio Lies of P.
O portal destaca que esses títulos se diferenciam pela velocidade dos confrontos, sistemas exclusivos de postura e notas expressivas em agregadores de avaliações como o Metacritic.
Abaixo, detalhamos as características de jogabilidade e os destaques de cada uma dessas dez jornadas implacáveis.
Os grandes destaques do formato tradicional e de fantasia sombria
Dark Souls 3 (2016)
Considerado por muitos o ápice técnico da trilogia que batizou o gênero, o jogo coloca o player no reino decadente de Lothric. Com o objetivo de derrotar os antigos Lordes das Cinzas, destaca-se por cenários brilhantemente interconectados e lutas memoráveis.
(Disponível para PC, PS4 e Xbox One / Média Metacritic: 89).
Bloodborne (2015)
Um dos maiores clássicos cultuados da era moderna dos consoles. Ambientado na cidade gótica de Yharnam, substitui a defesa de escudos por um sistema ofensivo e visceral de esquivas, armas transformáveis e armas de fogo, tudo sob forte inspiração no terror cósmico. (Disponível para PS4 / Média Metacritic: 92).
Sekiro: Shadows Die Twice (2019)
Vencedor do prêmio de Jogo do Ano, o título inova ao trocar as barras de energia tradicionais por um sistema focado em quebra de postura e contra-ataques precisos (parry). A verticalidade dos cenários com o uso de um gancho adiciona dinamismo à temática ninja. (Disponível para PC, PS4 e Xbox One / Média Metacritic: 90).
Nioh (2017) e Nioh 2 (2020)
Desenvolvida pela Team Ninja, a franquia introduz uma jogabilidade muito mais veloz, baseada em três posturas diferentes de combate e no folclore dos Yokai (demônios japoneses). Enquanto o primeiro segue o marinheiro William, a sequência permite criar um avatar próprio meio humano e meio yokai. (Disponíveis para PC, PS4 e PS5 / Médias: 88 e 85).
Mecânicas inovadoras, tiros e o futuro do gênero
Lies of P (2023)
Uma surpreendente e sombria releitura mecânica do clássico conto de Pinóquio. Ambientado na decadente Krat durante a Belle Époque, o jogo brilha pela mecânica de customização de lâminas, uso de braços mecânicos e um sistema de escolhas baseado em verdades ou mentiras. (Disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X/S / Média Metacritic: 84).
Wo Long: Fallen Dynasty (2023)
Focado nas artes marciais chinesas do final da Dinastia Han, traz batalhas em ritmo acelerado. Seu grande diferencial é o Sistema de Moral, que altera o nível de poder do protagonista e dos inimigos conforme o desempenho nas lutas da região. (Disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X/S / Média Metacritic: 81).
Remnant 2 (2023)
Inova ao fundir a estrutura de penalidades e chefes do gênero com a jogabilidade de tiro em terceira pessoa. Com suporte cooperativo, apresenta mundos gerados proceduralmente e um robusto sistema de classes combinadas. (Disponível para PC, PS5 e Xbox Series X/S / Média Metacritic: 80).
The Surge 2 (2019)
Aposta na ficção científica pós-apocalíptica. O combate se diferencia pelo sistema de desmembramento cirúrgico, onde mirar e arrancar partes específicas das armaduras robóticas dos inimigos garante os diagramas para evoluir seu próprio exoesqueleto. (Disponível para PC, PS4 e Xbox One / Média Metacritic: 75).
Mortal Shell (2020)
No lugar de classes, o jogador assume os corpos (“cascas”) de guerreiros caídos. O combate é extremamente estratégico graças à mecânica de petrificação, que permite endurecer o próprio corpo para ignorar o dano de um golpe inimigo no meio da ação. (Disponível em múltiplas plataformas, servindo de base para a sequência em mundo aberto agendada para o segundo semestre de 2026 / Média Metacritic: 76).
Qual jogo da lista possui a mecânica de combate mais rápida?
Sekiro: Shadows Die Twice e os títulos da franquia Nioh e Wo Long apresentam os ritmos de luta mais acelerados. Eles priorizam a velocidade de reação do jogador através de sistemas de esquiva rápida e defesas perfeitas no lugar do uso cadenciado de escudos.
É possível jogar esses games com amigos no modo cooperativo?
Sim. Enquanto a maioria foca em experiências solo com auxílios pontuais, títulos como Remnant 2 são construídos inteiramente ao redor do modo cooperativo, permitindo explorar mapas dinâmicos em equipes de até três jogadores.
Qual é o diferencial estratégico trazido por Lies of P?
O game destaca-se pela possibilidade de desmontar e combinar cabos e lâminas de armas diferentes para criar equipamentos únicos. Além disso, traz um sistema de história influenciado pelas escolhas de diálogo do jogador (mentiras ou verdades).

