Ocorrência em Guarulhos envolveu apreensão de simulacro de arma; revoltadas, mães foram buscar os jovens e partiram para a agressão física no local.
Um vídeo compartilhado pelo delegado Luiz Augusto Romani de Oliveira, da Polícia Civil de São Paulo, revelou um momento de extrema tensão familiar e policial na noite do último domingo (17/5).
Mães e responsáveis por adolescentes suspeitos de planejar um assalto reagiram com agressões físicas, tapas e muita revolta ao serem convocados pelas autoridades para buscar os jovens após uma abordagem em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
A ação policial ocorreu no bairro Vale dos Machados. Os investigadores realizavam um patrulhamento de rotina quando desconfiaram da atitude dos cinco ocupantes de um veículo que circulava pela região. Entre os passageiros, três eram menores de idade.
Arma falsa e revolta no asfalto
Ao interceptarem o automóvel para averiguação, os policiais civis encontraram um simulacro (réplica) de arma de fogo escondido no interior do veículo. Diante da forte suspeita de que o grupo estava prestes a iniciar uma onda de roubos na vizinhança, os agentes detiveram os ocupantes
. Contudo, por lei, a posse isolada de um simulacro sem a execução do assalto ou ameaça consumada não configura crime flagrante, o que obrigou a liberação dos menores.
A reviravolta do caso se deu quando os responsáveis foram acionados para retirar os filhos na calçada. O registro gravado pelos policiais mostra o exato instante em que uma das mães perde o controle ao ver o filho envolvido na situação.
Nas imagens, a mulher dá um tapa no rosto de um dos jovens e acusa o colega de ser uma “má influência” para o seu filho, de apenas 15 anos.
A reflexão da autoridade
O delegado Luiz Augusto Romani utilizou o episódio nas redes sociais para promover um debate sobre os rumos da criminalidade juvenil e a importância da vigilância familiar.
“Mães indignadas e revoltadas com o caminho errado escolhido pelos filhos, porque por mais que façam de tudo por eles, uma única amizade pode colocar tudo a perder”, ponderou o delegado da Polícia Civil.
A autoridade policial reforçou que o policiamento preventivo foi o grande responsável por evitar um “desdobramento mais grave”, que poderia ter terminado em tragédia caso os jovens chegassem a abordar uma vítima com a arma de brinquedo.
Por que os adolescentes não ficaram presos se estavam com uma arma?
Os menores foram liberados porque os policiais encontraram apenas um simulacro (arma falsa). Perante a legislação brasileira, andar com uma réplica de arma, sem ter anunciado um assalto ou ameaçado alguém diretamente, não configura crime de roubo ou tentativa, impossibilitando a prisão em flagrante.
Onde aconteceu o caso das mães que bateram nos filhos assaltantes?
O caso aconteceu na região de Vale dos Machados, na cidade de Guarulhos, localizada na Região Metropolitana de São Paulo.
Qual foi a mensagem deixada pelo delegado do caso?
O delegado Luiz Augusto Romani alertou os pais sobre o perigo das más influências de amizades na adolescência, elogiando a postura das mães que demonstraram indignação com o erro dos filhos em vez de passarem a mão na cabeça.

