O Amazonas concentra o maior número de queimadas em agosto, em toda a Amazônia, desde o ano 2000. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), foram 8.588 focos, o que representa 30% do total de queimadas na região.
Segundo o Greenpeace, os nĂşmeros refletem a preocupante escalada do desmatamento na regiĂŁo do sul do estado, que já vinha sendo identificada pelos sistemas de monitoramento. Lábrea, municĂpio que fica na fronteira com RondĂ´nia, é o que concentra mais focos de calor em toda a AmazĂ´nia Legal. Segundo o INPE, atĂ© o dia 31 de agosto, foram 2.535.
O Pará e Rondônia também estão na lista dos estados que mais queimaram a floresta. O Pará vem atrás do Amazonas, com 28% e Rondônia em terceiro, com 15%.
Para o Greenpeace, tambĂ©m Ă© preciso ficar atento para projetos de lei que podem prejudicar ainda mais a AmazĂ´nia, como o Marco Temporal, que propõe que povos indĂgenas sĂł teriam direito ao territĂłrio a partir de ocupação fĂsica deste no dia de promulgação da Constituição Federal.
A demarcação e proteção de territĂłrios indĂgenas sĂŁo fundamentais na proteção da AmazĂ´nia e no combate Ă s mudanças climáticas que, se agravadas, podem contribuir, por exemplo, para novas crises hĂdricas que afetam o paĂs.
“Estamos vivendo uma crise na saĂşde e uma crise climática, ambas agravadas com os recordes de queimadas e desmatamento. Mas ao invĂ©s de combater o crime ambiental e garantir o bem-estar dos mais impactados pelos incĂŞndios florestais, o governo federal opta pelo enfraquecimento deliberado das polĂticas de proteção ambiental, enquanto o Congresso Nacional discute projetos que ameaçam as terras indĂgenas e que vĂŁo estimular mais grilagem, desmatamento e queimadas, expondo ainda mais a saĂşde do povo brasileiro e contribuindo para novas crises hĂdricas que deixam a conta de luz dos brasileiros cada vez mais cara”, completou Cristiane.


