PĂŁo de massa grossa, massa fina, pĂŁo doce ou de chocolate sĂŁo alguns dos itens que naturalmente se encontra em qualquer padaria. Mas na do padeiro Hudson Pacheco, Ă© o “pĂŁo de jacarĂ©” que faz sucesso e que alavancou os negĂłcios do jovem.
Com a crise imposta pela pandemia, o homem, atualmente com 28 anos, viu como oportunidade reviver a profissão da juventude. Foi, então, que ele resolveu abrir um negócio próprio inspirando naquilo que sabia fazer: pão. Para o cardápio, além dos itens tradicionais, a receita aprendida do tio.
Mas, de imediato, pouca gente sabia. O negĂłcio começou pequeno e o item que mais tinha saĂda no comĂ©rcio era o pĂŁo de cebola. Foi aĂ que uma amiga da esposa do padeiro resolveu divulgar o trabalho dele em um grupo do bairro, especialmente o pĂŁo de jacarĂ©.
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Hudson aprendeu a fazer o formato com o tio. — Foto: Matheus Castro/G1
“Uma sobrinha minha me ajudou a abrir a padaria, me deu essa chance. AĂ comecei a fazer os pĂŁes e pouca gente sabia que eu fazia esse pĂŁo no formato de jacarĂ©. Era uma encomenda ali, outra aqui. Foi entĂŁo que eu mostrei para uma amiga da minha esposa e ela divulgou no grupo aqui do LĂrio do Vale. AĂ um outro amigo dela veio, pediu para fazer um meme com o pĂŁo e eu deixei”, contou.
O efeito foi imediato. Depois da divulgação no grupo do bairro e também na internet, muita gente começou a procurar a padaria de Hudson para encomendar o pão de jacaré. O tio que ensinou o jovem foi um dos que viram o trabalho e ligou para ele. Mas, para dar uma bronca.
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E os recheios sĂŁo os mais variados possĂveis. — Foto: Matheus Castro/G1
Desde a divulgação, o pão é o carro-chefe do negócio. Ao G1, Hudson contou que, antigamente, fazia de dois a três pães por dia. Hoje, a produção aumentou em 100% e ele resolveu expandir os sabores da maravilha.
“Tem muita gente encomendando. Estou fazendo em mĂ©dia de 30 a 40 pĂŁes por dia e a procura Ă© muito grande. Resolvi fazer outros sabores tambĂ©m. Tem o doce, o de queijo com presunto, com gergelim, faço tambĂ©m recheado com doce de leite, chocolate. É variado e muita gente tambĂ©m procura sabendo se entregamos, mas ainda nĂŁo temos motoboy pra fazer esse serviço. Quem sabe em breve”, finalizou o jovem.
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Negócio começou há dois meses, como uma alternativa para fugir da crise. — Foto: Matheus Castro/G1

