Marco Furlan alegou ter confundido criança autista de 5 anos com a namorada em festa em Pindamonhangaba, mas figurava como solteiro em aplicativo.
A prisão do ator Marco Furlan, autuado em flagrante sob acusação de estupro de vulnerável contra um menino de 5 anos no espectro autista durante uma festa infantil em Pindamonhangaba (SP), ganhou novos elementos que contradizem sua defesa. Em depoimento à polícia, o artista alegou ter passado mal e confundido a vítima com sua namorada ao entrar no quarto. Contudo, a descoberta de um perfil ativo em um aplicativo de relacionamentos colocou em dúvida essa versão.
De acordo com a apuração da colunista Fábia Oliveira para o portal METRÓPOLES, com base em informações publicadas pelo jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, Furlan se apresentava na plataforma como solteiro e em busca de um relacionamento monogâmico.
“A presença de Marco Furlan no aplicativo de relacionamento contrasta com o depoimento dele aos policiais, que alegou ter confundido o menino de 5 anos […] com sua namorada. Porém […] testemunhas afirmaram que o ator não estava acompanhado na comemoração”, revelou a coluna de Fábia Oliveira no METRÓPOLES.
Contradições, redes sociais desativadas e laudo do IML
Conforme apurado e detalhado pela reportagem de Fábia Oliveira no METRÓPOLES, as investigações apontam os seguintes pontos centrais:
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Redes Sociais Apagadas: Após a prisão, familiares e advogados do acusado conseguiram acesso às contas no Instagram, Facebook e X (antigo Twitter) para desativá-las. Apenas o perfil no aplicativo de relacionamento permaneceu ativo por alegação de esquecimento da senha.
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Presença no Evento: O ator participava da festa por ser primo da aniversariante, amiga da mãe da vítima. Testemunhas confirmaram que ele compareceu ao local sozinho.
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Prisão Preventiva: Na audiência de custódia, o investigado permaneceu em silêncio. A Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva.
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Laudo Pericial: O exame do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou lesões graves compatíveis com violência sexual na criança. Caso condenado, a pena para o crime pode chegar a 40 anos de reclusão.
5. RESUMO DAS CONTRADIÇÕES E DADOS DO CASO (TABELA)
Qual foi a alegação dada pelo ator Marco Furlan à polícia?
Ele alegou inicialmente ter consumido bebida alcoólica, passado mal e entrado em um quarto da casa confundindo a criança autista de 5 anos com a sua namorada.
O que o laudo do IML constatou no caso?
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) constatou lesões graves compatíveis com violência sexual, incluindo dilaceração anal na vítima de 5 anos.
