Aeronave bimotor caiu nas proximidades do Aeroporto Santa Maria em meio a uma forte neblina; vítimas são o piloto Henrique Martin e uma passageira.
Uma manhã marcada por condições climáticas adversas terminou em tragédia na região metropolitana da capital sul-mato-grossense.
Um acidente envolvendo um avião de pequeno porte mobilizou diversas equipes de resgate e salvamento terrestre após testemunhas relatarem um forte estrondo seguido de fumaça em uma área de mata fechada.
As dificuldades geográficas no terreno atrasaram o acesso imediato dos primeiros socorristas ao ponto exato do impacto.
Neblina densa, tentativa de pouso e a apuração dos fatos
As condições meteorológicas do início do dia surgem como o principal fator avaliado pelas equipes de resgate.
De acordo com as informações apuradas pelas jornalistas Thais Libni e Geisy Garnes para o portal G1, um avião de pequeno porte caiu na manhã desta sexta-feira (3/7), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, localizado na saída para Três Lagoas, em Campo Grande (MS). A reportagem detalha que o Corpo de Bombeiros confirmou as mortes do piloto, identificado como Henrique Martin, e de uma passageira que viajava a bordo, cuja identidade ainda não foi divulgada.
A aeronave havia decolado de um aeródromo local e tinha como destino final o Pantanal de Mato Grosso do Sul. A suspeita inicial levantada pelas autoridades é de que o piloto tenha tentado realizar um pouso alternativo em uma pista privada da região, após se deparar com a visibilidade severamente prejudicada pela forte neblina que cobriu diferentes pontos de Campo Grande desde as primeiras horas da manhã.
Detalhes técnicos da aeronave e investigação do Cenipa
A estrutura do avião
O modelo envolvido no acidente possui especificações consolidadas no mercado de aviação executiva e regional:
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Trata-se de um EMB-810D, modelo bimotor a pistão fabricado pela Neiva no ano de 1983.
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A aeronave possui homologação para transportar até seis passageiros, além do piloto, operando com peso máximo de decolagem de 2.155 quilos.
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Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da ANAC, o veículo pertence à empresa Amapil Táxi Aéreo e estava certificado na categoria “Normal”, embora o tipo exato da operação do voo desta sexta ainda precise ser esclarecido.
O trabalho de resgate e perícia
A dinâmica da colisão foi precedida por relatos de trabalhadores de um hangar vizinho, que afirmaram ter ouvido uma forte explosão por volta das 6h20. O local exato do impacto fica em uma área rural de mata fechada perto do condomínio Terras do Golfe. Devido às chuvas recentes e à umidade, os carros de socorro dos bombeiros chegaram a ficar atolados nas estradas de terra durante o trajeto.
O local foi isolado, e os fatores contribuintes do acidente como falha humana, mecânica ou puramente climática serão formalmente investigados por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Quem são as vítimas da queda de avião em Campo Grande?
As vítimas fatais do acidente são o piloto Henrique Martin e uma mulher que viajava como passageira na aeronave. A identidade da passageira ainda não foi oficialmente divulgada pelas equipes de resgate.
Qual foi a causa provável do acidente com o avião bimotor?
A principal linha de suspeita inicial aponta que a forte neblina que cobria Campo Grande reduziu drasticamente a visibilidade, fazendo com que o piloto tentasse um pouso de emergência ou alternativo em uma pista privada antes de colidir.
Qual é o modelo da aeronave que caiu perto do Aeroporto Santa Maria?
O avião envolvido na queda é um bimotor de pequeno porte modelo EMB-810D, fabricado pela Neiva em 1983. A aeronave pertencia à frota da empresa Amapil Táxi Aéreo.

