Investigação aponta que o jovem de 23 anos cobrava valores financeiros em troca da remoção de boatos ofensivos e falsas acusações de traição na internet.
A proliferação de perfis falsos voltados à difamação e à calúnia em redes sociais tem sido alvo de investigações rigorosas por parte das delegacias especializadas em repressão a crimes cibernéticos.
O uso de boatos sobre a vida íntima de cidadãos como ferramenta para obter vantagens financeiras ilícitas destrói reputações e instala um clima de vigilância e medo em comunidades locais.
Uma recente ação policial interestadual conseguiu desarticular o esquema de um jovem que atuava de forma contínua em diferentes regiões do país.
As investigações avançaram após moradores formalizarem denúncias sobre as abordagens abusivas promovidas pelo administrador.
A Operação Fidelidade Hackeada, os alvos em Goiás e a captura em São Paulo
Os agentes de segurança mapearam o rastro digital deixado pelas contas falsas para localizar o verdadeiro responsável pelas publicações.
Conforme as informações publicadas pelo jornalista João Paulo Nunes no portal METRÓPOLES, a Polícia Civil de Goiás efetuou a prisão de Lucas José dos Santos, de 23 anos, sob a acusação de coordenar um esquema de extorsão digital.
A reportagem do veículo detalha que a captura foi realizada no município de Piracicaba (SP), por meio da chamada Operação Fidelidade Hackeada, liderada pela Delegacia de Polícia de Uruaçu (GO).
O portal destaca que o investigado gerenciava perfis como o Fofocas_uruaçu no Instagram, onde postava acusações falsas de infidelidade e prostituição, cobrando valores em dinheiro para apagar os conteúdos e cessar os ataques à honra das vítimas.
Prints obtidos pela equipe de investigação revelaram que o suspeito chegava a negociar valores baixos, como R$ 70, para comercializar ou reter informações difamatórias.
Histórico extenso de denúncias e a divulgação da imagem do suspeito
Apesar de as contas falsas estarem centralizadas em desfavor de moradores do município goiano de Uruaçu, a ficha policial do jovem revelou uma atuação criminosa muito mais ampla e itinerante.
O investigado possui um longo histórico de registros policiais semelhantes, figurando em outras 22 ocorrências espalhadas pelos estados do Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí, Mato Grosso, além do próprio estado de Goiás, aplicando o mesmo modelo de chantagem virtual.
Para consolidar as investigações e dar andamento ao processo penal, a Polícia Civil de Goiás obteve autorização judicial para divulgar a imagem do acusado.
A medida visa incentivar que outras possíveis vítimas e testemunhas que tenham sido ameaçadas ou extorquidas pelo jovem entrem em contato com as autoridades para anexar novos depoimentos ao inquérito. O suspeito foi detido com o suporte operacional da Polícia Civil de São Paulo e permanece recolhido no sistema prisional, à disposição do Poder Judiciário.
Por que o dono da página de fofocas foi preso pela Polícia Civil?
Ele foi preso acusado de extorsão e difamação. O jovem criava perfis falsos no Instagram para espalhar mentiras sobre a vida íntima de moradores de Uruaçu (GO) e depois cobrava dinheiro para remover as postagens ofensivas.
Onde ocorreu a prisão do suspeito de extorsão digital?
A prisão foi efetuada na cidade de Piracicaba, no estado de São Paulo, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e a polícia paulista.
O acusado já tinha passagens pela polícia por esse tipo de crime?
Sim, o jovem possui um extenso histórico criminal, acumulando outras 22 passagens na polícia por aplicar golpes e chantagens parecidas em seis estados brasileiros diferentes.

