A PolĂcia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma quadrilha especializada em golpes virtuais que enganava homens em sites de encontros, usando o nome do Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidar as vĂtimas.
Segundo a investigação conduzida pela 15ÂȘ Delegacia de PolĂcia (CeilĂąndia Centro), o esquema funcionava a partir de anĂșncios falsos de programas sexuais. A responsĂĄvel pelo primeiro contato era Ketlin Tatiele Santana Amaral, 23 anos, dona de um salĂŁo de beleza, que se passava por garota de programa.

Material cedido ao MetrĂłpoles
Com tom sedutor, Ketlin enviava åudios previamente gravados para dar credibilidade ao serviço e convencia os interessados a pagarem uma taxa antecipada de R$ 100, supostamente destinada à manutenção do quarto, roupas de cama, toalhas e descartåveis. Sem o pagamento, dizia ela, não haveria atendimento.
đ§ Ouça um dos ĂĄudios usados no golpe:
A segunda parte do golpe
ApĂłs a transferĂȘncia inicial, outros integrantes da quadrilha assumiam a comunicação. Fingindo serem âcafetĂ”esâ ligados ao PCC, eles ameaçavam as vĂtimas, exigindo novos pagamentos sob a justificativa de que regras da facção haviam sido desrespeitadas.
De acordo com o delegado-chefe da 15ÂȘ DP, JoĂŁo de Ataliba, o medo e o constrangimento eram as principais armas dos criminosos.
âEles sabiam que a vergonha era a arma mais forte. Muitos homens preferiam pagar em silĂȘncio, temendo expor a situação para a famĂlia ou para a sociedade. Era um sequestro moral disfarçado de ameaça criminosaâ, explicou.
Operação Falso AnĂșncio
A ação que desarticulou o grupo, batizada de Falso AnĂșncio, foi deflagrada na Ășltima quarta-feira (20). Com apoio da PolĂcia Civil de Minas Gerais (PCMG), foram cumpridos cinco mandados de prisĂŁo temporĂĄria e cinco de busca e apreensĂŁo, expedidos pela Justiça do DF.
As investigaçÔes começaram em fevereiro, apĂłs um homem de 31 anos denunciar que havia sido extorquido apĂłs acessar um site de acompanhantes. Celulares e computadores apreendidos serĂŁo periciados para rastrear mensagens, ĂĄudios e identificar novas vĂtimas.
A polĂcia suspeita que a quadrilha atuava em diferentes estados, ampliando a rede de golpes pela internet.
Fonte: PolĂcia Civil do DF | Redigido por ContilNet NotĂcias

