Investigados alugavam imóveis por temporada para atrair e reter vítimas sob ameaça; mandados foram cumpridos em diferentes bairros da capital baiana.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/6), a Operação Verdadeiro Encontro, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado em atrair homens e turistas por meio de aplicativos e sites de relacionamento para a prática de extorsão. De acordo com as autoridades, os suspeitos marcavam os encontros em locais previamente preparados e mantiam as vítimas sob restrição de liberdade e graves ameaças físicas e psicológicas até que fossem efetuadas transferências bancárias.
A ofensiva policial mobilizou diferentes unidades especializadas do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) para dar cumprimento aos mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão.
Divisão de funções e uso de filmagens para pressão psicológica
As investigações apontam que a associação criminosa atuava com uma estrutura planejada e divisão clara de tarefas entre os integrantes.
Segundo as informações publicadas pela jornalista Esther Morais para o portal CORREIO24H, o inquérito policial foi iniciado pelas equipes da 9ª e da 10ª Delegacias Territoriais (DT/Boca do Rio e DT/Pau da Lima) após uma das vítimas relatar ter sido rendida em um imóvel na Boca do Rio.
A reportagem do veículo detalha que quatro integrantes foram identificados: duas mulheres trans realizavam os contatos digitais e a atração das vítimas, enquanto outros dois suspeitos entravam em cena fingindo ser companheiros enciumados para anunciar o assalto. O portal destaca ainda que o grupo utilizava filmagens íntimas para chantagear os homens e alugava imóveis em nome de terceiros para despistar a polícia.
Os mandados judiciais da operação foram direcionados aos bairros da Liberdade e de São Cristóvão, em Salvador, locais mapeados como pontos de apoio ou residência dos alvos envolvidos na engrenagem criminosa.
Como funcionava o golpe investigado pela Operação Verdadeiro Encontro?
Os suspeitos atraíam as vítimas através de aplicativos de relacionamento e marcavam encontros em imóveis alugados por temporada. No local, comparsas simulavam um flagrante de traição e exigiam bens e transferências bancárias sob ameaça.
Quais delegacias de Salvador comandaram a operação contra o grupo?
A investigação e o cumprimento dos mandados foram coordenados em conjunto pelas equipes da 9ª Delegacia Territorial (Boca do Rio) e da 10ª Delegacia Territorial (Pau da Lima), ambas ligadas ao Depom.
O que os criminosos faziam para evitar serem identificados pela polícia?
O grupo utilizava uma estratégia de alugar casas e apartamentos por meio de plataformas digitais utilizando a identidade de terceiros. Isso impedia o rastreamento imediato dos locais e dos envolvidos.

