Leonardo Campello Ribeiro foi localizado em Jacarepaguá após condenação por abusos em centro espírita; investigações revelam fraude financeira e falsa atuação como psicólogo.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu em Jacarepaguá, na quarta-feira (5/8), o líder religioso Leonardo Campello Ribeiro, de 57 anos. Ele foi condenado por cometer abusos sexuais em série contra frequentadores do centro espírita que administrava ao lado de Marcelo Antonio Marques Prazeres, também acusado pelos mesmos crimes.
De acordo com as informações apuradas pela repórter Letícia Guedes para o portal METRÓPOLES, a dupla utilizava a hierarquia religiosa e um discurso de doutrinação para compelir as vítimas a atos libidinosos sob a promessa de “benefícios espirituais”.
“A investigação apontou que os dois homens transformavam os fiéis em ‘escravos sexuais’ […]. Leonardo e Marcelo teriam explorado financeiramente as vítimas, utilizando valores de doações em benefício próprio”, revelou a reportagem de Letícia Guedes no METRÓPOLES.
Doutrinação, celibato forçado e falsa profissão
Conforme detalhado pela apuração de Letícia Guedes no METRÓPOLES, os líderes agiam por meio de coerção psicológica e manipulação financeira ao longo de dez anos:
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Restrição e Celibato: Os acusados incentivavam mulheres a adotarem o celibato e a restringirem o contato íntimo com os próprios maridos, enquanto as obrigavam a manter práticas sexuais com os líderes.
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Desvio de Doações: O dinheiro arrecadado em doações ao centro espírita era revertido em benefício pessoal da dupla, custeando gastos particulares e viagens internacionais.
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Falsa Atuação Profissional: As investigações da PCERJ revelaram ainda que Leonardo se apresentava falsamente como psicólogo, sem possuir qualquer formação superior ou registro na área.
Quem é o líder religioso preso no Rio de Janeiro por abusos sexuais?
Trata-se de Leonardo Campello Ribeiro, de 57 anos, preso em Jacarepaguá pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) após condenação por abusos cometidos em um centro espírita.
Como funcionava o esquema de exploração contra os fiéis?
Segundo a polícia, os acusados usavam discursos de doutrinação espiritual para compelir fiéis a praticar atos sexuais e repassar doações financeiras que financiavam viagens e luxos dos líderes.
