“Marcas de corrente no rosto”, diz mãe de menino morto

Por Redação ContilNet 14/05/2026 às 09:05

Karina de Oliveira Gomes revelou suspeitas de que a outra filha do casal, uma menina autista de 12 anos, também tenha sido vítima de tortura na casa do pai.

A dor de enterrar um filho ganhou contornos ainda mais traumáticos para Karina de Oliveira Gomes. Durante o velório do pequeno Kratos Douglas, de 11 anos, realizado em Bauru (SP), a mãe afirmou ter identificado lesões que não condizem com o procedimento de autópsia, mas sim com agressões físicas graves.

“Tinha uma marca de corrente no rosto e na cabeça. Havia pontos e não eram da autópsia. Dava para ver que eram de uma corrente”, desabafou Karina ao Metrópoles. O menino foi encontrado morto na última segunda-feira (11/5), na casa do pai, na zona leste de São Paulo, onde vivia em condições sub-humanas.

Nova Suspeita: Irmã Autista em Risco

Ainda em estado de choque e sob efeito de medicamentos, Karina levantou um alerta urgente sobre a integridade de sua outra filha, uma menina de 12 anos com autismo. A criança também vivia na residência sob o controle de Chris Douglas (pai), da madrasta e da avó paterna.

De acordo com o relato da mãe, a menina apresentava sinais visíveis de desnutrição e pode ter sido submetida ao mesmo regime de tortura com correntes aplicado a Kratos. A Polícia Civil agora investiga se a adolescente também era acorrentada sistematicamente.

 STATUS DOS ENVOLVIDOS (TABELA)

Suspeito Relação com a Vítima Status Judicial
Chris Douglas Pai Preso (Confessou o uso de correntes)
Camilla Barbosa Madrasta Presa (Suspeita de tortura e omissão)
Aparecida Gonçalves Avó Paterna Presa (Suspeita de tortura e omissão)

Qual foi a justificativa do pai para acorrentar o filho?

Em depoimento, Chris Douglas afirmou que acorrentava Kratos apenas para “impedi-lo de ir à rua”, negando outras formas de tortura. No entanto, as marcas encontradas no corpo contradizem a versão.

A criança frequentava a escola?

Não. Kratos Douglas não estava matriculado em nenhuma instituição de ensino e apresentava sinais graves de desnutrição no momento em que foi encontrado pelo SAMU.

O que acontece agora com a irmã de Kratos?

A menina de 12 anos foi resgatada e está sob proteção das autoridades. Passará por exames periciais para confirmar se também sofreu agressões físicas e tortura.

O depoimento da mãe reforça a tese da polícia de que o ambiente doméstico era uma central de abusos continuados. O caso segue sob investigação do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), que analisa câmeras de monitoramento da própria residência para entender a rotina da família.

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