CAMPO GRANDE (MS) – O TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS) criará ação para atendimento a familiares de vĂtimas de homicĂdio. O projeto ‘Acolhida’ do MPE-MS (MinistĂ©rio PĂşblico Estadual) foi acolhido pelo Tribunal ante a direção das Instituições se reunirem na tarde da Ăşltima sexta-feira (18), para assinatura do termo de cooperação tĂ©cnica que torna o Poder Judiciário mais um parceiro do projeto.
O presidente do TJ-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, saudou a ação dizendo que “particularmente sempre acreditei que ações como essa fossem de grande importância. Sempre defendi que atĂ© aqui hoje, se olhou para o outro lado, apenas do criminoso. O olhar nunca está voltado para o lado da vĂtima, por isso agradeço a oportunidade de participar dessa iniciativa e o interesse nessa causa. O projeto veio em boa hora e espero que cresça e traga bons frutos”, ressaltou Contar.
Conforme termo de cooperação tĂ©cnica, deve se estabelecer um fluxo de atendimento integral a familiares de vĂtimas de homicĂdio e o projeto-piloto abrange o municĂpio de Campo Grande. A intenção Ă© melhorar a qualidade do conhecimento dos profissionais das instituições parceiras, tornando o atendimento aos familiares das vĂtimas mais humano e acolhedor.
O desembargador lembrou que a vĂtima de criminalidade merece especial proteção em relação a seus direitos, inclusive o de reparação ao dano decorrente do crime que sofreu e que se deve considerar a situação pessoal e imediata dos familiares das vĂtimas. “É necessária uma mudança de orientação e de se dar mais valor a quem sofre as consequĂŞncias”, disse Contar.
Pequenas grandes ações
“O atendimento aos familiares das vĂtimas de homicĂdio surge da percepção que temos da necessidade de atendimento de forma integral. Todas as instituições já atuam de forma brilhante, mas precisamos de uma ação concatenada nĂŁo sĂł no atendimento jurĂdico, mas psicossocial, encaminhamento nas redes de saĂşde e atĂ© de assistĂŞncia social. A ação concentrada de todas as entidades, nas suas atribuições, mas em uniĂŁo, Ă© muito importante”, disse Renata R.F. Goya Marinho, uma das idealizadoras do projeto e promotora do NĂşcleo Criminal (NUCRIM) do MP.


