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Motorista é preso suspeito de filmar e vender vídeos de sexo na internet

Por Redação ContilNet 29/05/2026 às 08:26

Motorista escondia celular em pasta para filmar relações sexuais e vender vídeos por R$ 75 — Foto: Divulgação/PCPI

Suspeito usava pastas adaptadas com furos escondidos para registrar os atos sem o consentimento das vítimas; pelo menos sete mulheres denunciaram o crime.

A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), deflagrou na manhã desta sexta-feira (29) a Operação Lente Oculta.

A ação resultou na prisão preventiva do motorista de aplicativo José Cleuton da Silva, de 48 anos.

Ele é acusado de arquitetar um esquema para gravar, armazenar e comercializar vídeos de relações sexuais com diversas mulheres sem o conhecimento delas.

A captura ocorreu na residência do investigado, localizada no bairro Santa Maria da Codipi, na Zona Norte de Teresina. Durante as buscas no imóvel, os agentes apreenderam duas pastas escolares que foram milimetricamente modificadas.

O suspeito colava capas de smartphone no interior dos objetos e fazia um furo perfeito no couro externo, permitindo alinhar a câmera do aparelho para capturar as imagens de forma imperceptível.

Comercialização em grupos e exposição das vítimas

O monitoramento policial revelou que o criminoso cobrava uma taxa de R$ 75 para dar acesso aos arquivos em canais de um aplicativo de mensagens.

Para automatizar as vendas e alcançar mais compradores, ele utilizava perfis falsos e robôs programados (“bots”).

Mesmo quando as contas originais eram derrubadas pela plataforma, novos links eram gerados rapidamente para dar continuidade ao comércio ilegal.

De acordo com as investigações publicadas pelos jornalistas Eric Souza e Thracy Oliveira no portal G1, as gravações abusivas começaram a ser feitas há mais de uma década. O relatório aponta que algumas das sete vítimas identificadas até o momento eram menores de idade no período em que foram filmadas.

O caso ganhou contornos ainda mais graves porque o suspeito rastreava os perfis públicos atuais das vítimas nas redes sociais e expunha as fotos de seus rostos ao lado dos conteúdos íntimos à venda. Além dos eletrônicos, os policiais encontraram na casa de José Cleuton centenas de garrafas vazias de bebidas destiladas (como uísque e vodca), acompanhadas de lacres e tampas, levantando a suspeita paralela de um esquema de falsificação de bebidas alcoólicas.

Como o motorista gravava os vídeos sem as mulheres perceberem?

Ele utilizava pastas executivas modificadas. No interior, colava uma capa protetora de celular e realizava um furo perfeito do lado de fora, coincidindo exatamente com a posição da lente da câmera.

Qual crime comete quem compra esse tipo de vídeo na internet?

A Polícia Civil alerta que a disponibilização, compartilhamento e também a aquisição (compra) de material íntimo sem consentimento configuram crimes graves previstos na legislação penal brasileira.

O que fazer caso suspeite ter sido vítima do investigado?

O DRCC orienta que possíveis novas vítimas procurem a delegacia especializada imediatamente para registrar a ocorrência, sendo fundamental preservar todas as evidências digitais, como prints e links de grupos.

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