Decisão do Tribunal do Júri de Imperatriz (MA) determina cumprimento imediato da pena em regime fechado; crime motivado por ciúmes vitimou dois irmãos de 7 e 13 anos.
O Tribunal do Júri da 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, no Maranhão, deu um desfecho judicial a um dos crimes mais chocantes registrados no estado recentemente. Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos, oito meses e sete dias de prisão em regime inicial fechado. A ré respondia pelos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, após arquitetar um ataque por envenenamento utilizando um doce que vitimou dois irmãos.
A prisão preventiva que vinha sendo cumprida desde abril do ano passado foi mantida, determinando o início imediato do cumprimento da pena logo após a leitura da sentença no fórum.
O planejamento do crime, os disfarces e a divisão da sentença
A investigação policial demonstrou que a acusada agiu de forma premeditada, monitorando os passos da família e usando identidades falsas para ocultar seus rastro.
De acordo com as informações apuradas pela jornalista Thays Martins para o portal METRÓPOLES, o crime ocorreu na cidade de Imperatriz (MA), quando Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado para a residência de Mirian Lira Rocha utilizando os serviços de um mototaxista.
A reportagem do veículo detalha que o alvo principal do ataque era a mãe das crianças, motivado por ciúmes devido ao relacionamento da vítima com o ex-companheiro da ré.
O portal destaca ainda que, embora o foco fosse a mulher, os jurados reconheceram que a acusada assumiu voluntariamente o risco de matar os filhos de Mirian Luiz Fernando (7 anos) e Evillyn Fernanda (13 anos), que consumiram o chocolate e faleceram, enquanto a mãe sobreviveu após socorro médico.
Para executar a ação, Jordélia viajou de Santa Inês até Imperatriz disfarçada, hospedou-se em uma rede hoteleira com documentos falsos e vigiou a rotina da residência antes de despachar o doce letal.
Qual foi o motivo do crime do ovo de Páscoa envenenado no Maranhão?
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. A acusada, Jordélia Pereira Barbosa, não aceitava o relacionamento da dona da casa, Mirian Lira Rocha, com o seu ex-companheiro, decidindo atacá-la por meio do doce envenenado.
Como a acusada conseguiu entregar o veneno sem ser identificada de imediato?
Jordélia planejou a ação de forma detalhada. Ela viajou da cidade onde morava (Santa Inês) até Imperatriz utilizando disfarces, utilizou uma identidade falsa para se hospedar em um hotel local e vigiou os horários da casa das vítimas. A entrega do ovo de Páscoa foi feita por meio de um mototaxista contratado.
A defesa de Jordélia Pereira Barbosa ainda pode recorrer da decisão?
Sim. Embora a sentença do Tribunal do Júri tenha determinado o início imediato do cumprimento da pena de 66 anos de reclusão em regime fechado, a legislação brasileira prevê que a defesa da ré pode entrar com recursos em instâncias superiores para tentar revisar a decisão.

