26/08/2026

Mulher é condenada a 66 anos de prisão por envenenar ovo de Páscoa

Jordélia Pereira Barbosa foi condenada pelo Tribunal a mais de 66 anos de prisão pelo duplo homicídio de duas crianças

Por Redação ContilNet
Polícia Civil do Maranhão

Decisão do Tribunal do Júri de Imperatriz (MA) determina cumprimento imediato da pena em regime fechado; crime motivado por ciúmes vitimou dois irmãos de 7 e 13 anos.

O Tribunal do Júri da 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, no Maranhão, deu um desfecho judicial a um dos crimes mais chocantes registrados no estado recentemente. Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos, oito meses e sete dias de prisão em regime inicial fechado. A ré respondia pelos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, após arquitetar um ataque por envenenamento utilizando um doce que vitimou dois irmãos.

A prisão preventiva que vinha sendo cumprida desde abril do ano passado foi mantida, determinando o início imediato do cumprimento da pena logo após a leitura da sentença no fórum.

O planejamento do crime, os disfarces e a divisão da sentença

A investigação policial demonstrou que a acusada agiu de forma premeditada, monitorando os passos da família e usando identidades falsas para ocultar seus rastro.

De acordo com as informações apuradas pela jornalista Thays Martins para o portal METRÓPOLES, o crime ocorreu na cidade de Imperatriz (MA), quando Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado para a residência de Mirian Lira Rocha utilizando os serviços de um mototaxista.

A reportagem do veículo detalha que o alvo principal do ataque era a mãe das crianças, motivado por ciúmes devido ao relacionamento da vítima com o ex-companheiro da ré.

O portal destaca ainda que, embora o foco fosse a mulher, os jurados reconheceram que a acusada assumiu voluntariamente o risco de matar os filhos de Mirian Luiz Fernando (7 anos) e Evillyn Fernanda (13 anos), que consumiram o chocolate e faleceram, enquanto a mãe sobreviveu após socorro médico.

Para executar a ação, Jordélia viajou de Santa Inês até Imperatriz disfarçada, hospedou-se em uma rede hoteleira com documentos falsos e vigiou a rotina da residência antes de despachar o doce letal.

Qual foi o motivo do crime do ovo de Páscoa envenenado no Maranhão?

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes. A acusada, Jordélia Pereira Barbosa, não aceitava o relacionamento da dona da casa, Mirian Lira Rocha, com o seu ex-companheiro, decidindo atacá-la por meio do doce envenenado.

Como a acusada conseguiu entregar o veneno sem ser identificada de imediato?

Jordélia planejou a ação de forma detalhada. Ela viajou da cidade onde morava (Santa Inês) até Imperatriz utilizando disfarces, utilizou uma identidade falsa para se hospedar em um hotel local e vigiou os horários da casa das vítimas. A entrega do ovo de Páscoa foi feita por meio de um mototaxista contratado.

A defesa de Jordélia Pereira Barbosa ainda pode recorrer da decisão?

Sim. Embora a sentença do Tribunal do Júri tenha determinado o início imediato do cumprimento da pena de 66 anos de reclusão em regime fechado, a legislação brasileira prevê que a defesa da ré pode entrar com recursos em instâncias superiores para tentar revisar a decisão.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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