Vítima foi ameaçada de morte, amarrada com fios e mantida em cativeiro em Rio Branco; trabalhador conseguiu fugir após lutar com criminoso.
Uma ação da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), da Polícia Civil do Estado do Acre, resultou na prisão de uma mulher investigada por participação em um violento assalto contra um motorista de aplicativo na capital, Rio Branco. As investigações apontam que a emboscada e o subsequente cárcere privado do trabalhador foram arquitetados e ordenados por um detento de dentro do sistema prisional.
O crime, que ocorreu originalmente em dezembro de 2025, envolveu forte violência psicológica. Ao anunciarem o assalto, os criminosos apontaram armas de fogo contra o pescoço e a cintura do motorista, ameaçando disparar um “tiro na cabeça” caso houvesse qualquer tipo de reação.
Ao todo, o Poder Judiciário expediu dois mandados de prisão preventiva para o caso. Um dos alvos, um homem que já se encontrava custodiado no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), recebeu a nova ordem de prisão dentro da própria cela. O terceiro envolvido no crime permanece foragido.
Dinâmica do crime e fuga do cativeiro
No dia do episódio, o motorista aceitou uma corrida que se iniciou no Conjunto Carandá com destino ao bairro Ouricuri. Assim que chegaram ao ponto final, os supostos passageiros e um comparsa que aguardava no local anunciaram o roubo.
O trabalhador teve as mãos amarradas com fios de energia elétrica e foi jogado no banco de trás do veículo. Os criminosos assumiram a direção e conduziram o automóvel até uma residência no bairro Tancredo Neves, transferindo a vítima mais tarde para um cativeiro montado no bairro Caladinho.
A situação tomou um rumo inesperado devido à reação da própria vítima dentro do cativeiro:
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A oportunidade: O motorista foi deixado sob a vigilância de um único adolescente. Ao notar que o jovem estava desarmado, o trabalhador conseguiu desatar as amarras de suas mãos.
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O confronto: A vítima entrou em luta corporal com o menor infrator, conseguiu desarmá-lo de suas atenções e tomou o aparelho celular do suspeito.
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A fuga: O motorista correu pelas ruas do bairro até ser socorrido por um motociclista que transitava pela região, conseguindo acionar as viaturas da polícia.
O veículo e dois celulares da vítima haviam sido levados pelos demais integrantes do bando durante o período do cárcere. Com a prisão realizada nesta semana, a Polícia Civil busca agora localizar o último integrante foragido e mapear a extensão da rede de contatos que o detento do Complexo FOC utiliza para comandar crimes externos.
Onde ocorreu o assalto ao motorista de aplicativo no Acre?
O crime começou com uma corrida iniciada no Conjunto Carandá e a vítima foi mantida em cativeiro no bairro Caladinho, na cidade de Rio Branco, capital do Acre.
Quem ordenou o assalto contra o motorista de app em Rio Branco?
Segundo as investigações da Polícia Civil, o assalto e o sequestro foram planejados e ordenados por um detento de dentro do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC).
Como o motorista de aplicativo conseguiu escapar do cativeiro?
O trabalhador percebeu que o comparsa escalado para vigiá-lo (um adolescente) estava desarmado. Ele desamarrou as mãos, agrediu o suspeito em uma luta corporal, pegou o celular dele e fugiu correndo para pedir ajuda.
