A Polícia Civil de Mato Grosso investiga uma denúncia perturbadora vinda de Sinop. Uma trabalhadora de 37 anos afirma ter sido mantida prisioneira, agredida e obrigada a trabalhar sem remuneração pela proprietária de um mercado. O resgate ocorreu nesta segunda-feira (27/04), após a vítima conseguir burlar a vigilância para pedir socorro na internet.
Ciclo de Violência e Dívida Infinita
Segundo o depoimento da vítima, que trabalhava no local há quatro meses sem registro oficial, o pesadelo começou no dia 18 de abril. A empresária passou a acusá-la de desviar dinheiro e, sob o pretexto de “quitar a dívida”, impôs condições desumanas:
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Cárcere e Agressões: A mulher era impedida de sair e apresentava diversos hematomas causados por socos e espancamentos.
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Privação de Alimentos: Relatos indicam que ela recebia apenas uma refeição por dia.
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Trabalho Forçado: A vítima estava há dois meses sem receber qualquer salário, trabalhando apenas em troca de moradia precária.
Com informações do Metrópoles.
O Pedido de Socorro
Com o celular confiscado pela agressora, a mulher utilizou o aparelho de um conhecido para criar um perfil falso em uma rede social e enviar pedidos de ajuda. A mobilização policial foi imediata. No estabelecimento, os agentes apreenderam celulares, cadernos de anotações e o sistema de monitoramento de câmeras, que será periciado para confirmar os momentos de violência.
Defesa e Investigação
A empresária negou todas as acusações, alegando que as imagens das câmeras provarão sua inocência. No entanto, a Polícia Civil registrou o caso como cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo. A investigação agora busca identificar uma segunda mulher que teria auxiliado nas agressões físicas contra a vítima.
