Suspeita comprou de sofá a máquina de lavar e chegou a pagar curso técnico de enfermagem usando o dinheiro de uma moradora de Ceilândia.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio dos agentes da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), deflagrou na manhã desta quarta-feira (20/5) uma operação para interromper o esquema de uma jovem de 24 anos investigada por furto mediante fraude.
A suspeita vinha utilizando de forma continuada o cartão bancário de uma moradora da região administrativa, acumulando um prejuízo financeiro que ultrapassou a marca dos R$ 51 mil.
O que mais chamou a atenção dos investigadores foi o destino dado aos valores desviados. Sem qualquer cerimônia, a autora utilizou o crédito da vítima para renovar completamente o mobiliário de sua residência, localizada em Águas Lindas de Goiás (GO).
Notas em nome próprio e “cartão da tia”
Demonstrando total audácia, a investigada compareceu a uma grande rede varejista e adquiriu itens de alto valor, como sofá, cama, televisão e máquina de lavar roupa.
No momento de fechar o negócio, ela exigiu que as notas fiscais dos produtos fossem emitidas em seu próprio nome, cadastrando o seu endereço residencial em Goiás para a entrega das mercadorias.
Além da mobília, o extrato bancário da vítima revelou dezenas de transações suspeitas, que incluíam:
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Recargas constantes no cartão de transporte público da suspeita.
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Pagamento das mensalidades de um curso técnico de enfermagem frequentado por ela.
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Passagens sucessivas de valores em maquininhas de cartão, somando mais de R$ 6 mil.
Para tentar despistar os comerciantes, a jovem alegava que o cartão físico pertencia a uma suposta tia que havia lhe dado autorização.
No entanto, o cruzamento de dados bancários feito pela equipe de inteligência da 15ª DP comprovou que os saques e transferências caíam diretamente na conta pessoal da investigada.
Como as movimentações fraudulentas foram realizadas com o uso do cartão físico original e com a senha correta, a polícia descartou a hipótese inicial de um ataque hacker ou fraude eletrônica remota, focando na proximidade ou descuido no manuseio do documento por parte da vítima.
A operação de busca domiciliar realizada hoje visa apreender o cartão da vítima, os aparelhos eletrônicos da autora e recolher os bens comprados de forma ilícita para dar início ao processo de ressarcimento dos danos.
Como a golpista conseguiu gastar R$ 51 mil sem ser descoberta antes?
A investigada tinha posse do cartão físico e da senha correta da vítima. Ela realizava pequenas compras e saques sucessivos ao longo do tempo, diluindo o prejuízo no extrato e enganando comerciantes sob o pretexto de que o cartão pertencia a uma tia.
Qual delegacia do DF foi responsável pela operação nesta quarta-feira?
A ação foi planejada e executada pelos policiais da 15ª Delegacia de Polícia, localizada na região de Ceilândia, no Distrito Federal.
Onde os móveis comprados com o cartão fraudado foram entregues?
Apesar de aplicar o golpe no Distrito Federal, a suspeita mandou entregar todos os eletrodomésticos e móveis em sua residência em Águas Lindas de Goiás (GO), onde inclusive exigiu notas fiscais em seu nome.
