Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, passou a madrugada em uma cadeira de rodas na recepção; óbito só foi percebido por outros pacientes no turno da tarde.
O circuito interno de segurança de uma unidade de saúde no Distrito Federal transformou-se em peça central de uma investigação policial que chocou a comunidade. Gravações obtidas mostram o passo a passo de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, onde ele permaneceu por horas sem que uma ficha de atendimento médico formal fosse aberta pelas equipes de plantão.
O homem, que vivia em situação de rua, foi encontrado sem vida pelas próprias pessoas que aguardavam na recepção.
Madrugada na recepção, ausência de pulseira e apuração do Iges-DF
A análise cronológica das imagens revela que o paciente não passou pelas etapas obrigatórias de triagem hospitalar.
De acordo com as informações apuradas pela jornalista Isadora Teixeira para o portal METRÓPOLES, Vilmar chegou à unidade em uma cadeira de rodas no fim da noite de sexta-feira, sendo posicionado por um vigilante na sala de espera. A reportagem do veículo detalha que os registros mostram o homem se deslocando ao banheiro durante a madrugada sem nenhuma pulseira de identificação de protocolo clínico, vindo a falecer horas mais tarde coberto por um lençol.
O portal destaca ainda que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) admitiu que a vítima não possuía ficha de atendimento aberta na data do ocorrido e informou que está apurando internamente as circunstâncias do óbito junto às polícias Civil e Militar.
Diante do ocorrido, testemunhas relataram que uma enfermeira que estava no local como acompanhante constatou a ausência de pulso do homem, gerando revolta entre os pacientes, que chegaram a cercar o corpo para cobrar respostas da administração.
Quem era o homem que faleceu na recepção da UPA do Recanto das Emas?
A vítima foi identificada como Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos. Segundo informações repassadas pelas autoridades de saúde, ele se encontrava em situação de rua na região administrativa.
O paciente recebeu atendimento médico ou triagem antes de morrer?
Não. O Iges-DF confirmou por meio de nota oficial que o homem não possuía nenhuma ficha de atendimento aberta ou triagem clínica iniciada na unidade de saúde no dia em que o óbito foi registrado.
Como a equipe da UPA descobriu o falecimento de Vilmar?
A ausência de sinais vitais foi percebida primeiramente por outros pacientes que aguardavam atendimento na recepção durante a tarde de sábado. A esposa de um dos acompanhantes, que é enfermeira, checou o pulso e constatou a morte.

