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Alvo de nova operação da PF, bicheiro Adilsinho atua como patrono do Salgueiro

Por Redação ContilNet Fonte: Redação ContilNet 02/07/2026 às 08:38
Alvo de nova operação da PF, bicheiro Adilsinho atua como patrono do Salgueiro

Reprodução/TV Globo

Investigação contra vazamento de dados para facção criminosa traz à tona as funções do contraventor na tradicional agremiação carioca e seus laços com figuras públicas.

As investigações da Polícia Federal sobre a nova cúpula da contravenção e a lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro voltaram a atingir os bastidores de uma das maiores instituições culturais do estado.

O avanço de uma ação policial focada em redes de corrupção e repasses financeiros ilícitos evidencia como figuras ligadas ao mercado paralelo de apostas mantêm postos de comando e prestígio em escolas de samba tradicionais.

Embora o investigado já se encontrasse sob custódia do sistema penitenciário, seus registros contábeis deram origem a novos mandados judiciais.

O posto no Salgueiro, as funções comunitárias e a apuração dos fatos

A presença do bicheiro na estrutura organizacional da escola de samba foi oficializada há cerca de dois anos, com foco em ações sociais.

De acordo com as informações apuradas pela jornalista Juliana Barbosa para o portal METRÓPOLIS, o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é um dos alvos da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (2/7).

A reportagem detalha que o contraventor ocupa o cargo de patrono da Acadêmicos do Salgueiro. Segundo comunicados da própria agremiação, o papel de Adilsinho consistia em dar suporte financeiro e logístico para a retomada de atividades esportivas na Vila Olímpica e apoiar iniciativas sociais voltadas à comunidade salgueirense.

Além do forte vínculo com a agremiação da Tijuca, Adilsinho possui ramificações familiares no Carnaval carioca, sendo primo direto de Helinho de Oliveira, presidente de honra da Acadêmicos do Grande Rio.

Máfia do cigarro e prisões de lideranças políticas e religiosas

A Operação Unha e Carne

A nova fase ostensiva da Polícia Federal foca no suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho (CV). A ofensiva baseou-se na apreensão de listas e cadernos de contabilidade que estavam em poder de Adilsinho, preso desde fevereiro de 2026. Os documentos indicam uma extensa planilha de pagamentos indevidos, doações eleitorais sem declaração e lavagem de dinheiro atrelada à chamada “Máfia do Cigarro”, operada pela nova liderança do jogo do bicho fluminense.

Outros nomes de peso envolvidos

Os desdobramentos da investigação apontam conexões diretas da organização criminosa com representantes dos poderes Executivo e Legislativo:

Qual é a função de Adilsinho na escola de samba Salgueiro?

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, atua como patrono da Acadêmicos do Salgueiro. Segundo notas da agremiação, ele foi designado para apoiar financeiramente projetos sociais da comunidade e coordenar a retomada das atividades esportivas na Vila Olímpica da escola.

Por que o bicheiro Adilsinho foi alvo de uma nova operação da Polícia Federal?

Embora já estivesse preso desde o início do ano, Adilsinho virou alvo da Operação Unha e Carne após a PF apreender listas contábeis em seu poder. Os documentos apontam um esquema de lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro, doações eleitorais suspeitas e o suposto vazamento de dados sigilosos para a facção Comando Vermelho.

Quem mais foi preso na Operação Unha e Carne além do patrono do Salgueiro?

A coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, confirmou a prisão do pastor Márcio Poncio na Barra da Tijuca, cujo nome constava nos registros de contabilidade paralela do grupo. A operação também mirou o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

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