O episódio aconteceu em Balneário Camboriú e foi registrado por câmeras de segurança. O servidor público foi afastado de suas funções pela Prefeitura.
Uma reclamação recorrente contra a perturbação do sossego terminou em agressão física e gerou revolta em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
O pai de uma criança autista de 9 anos foi agredido por um guarda municipal que estava de folga, logo após reclamar do volume excessivo do som vindo de um templo religioso vizinho à sua residência.
O ataque foi registrado por câmeras de monitoramento da região e a gravidade dos ferimentos fez com que a vítima precisasse receber atendimento médico hospitalar, levando vários pontos na região da boca.
Diante da repercussão e das imagens, a administração municipal confirmou o afastamento imediato do guarda de suas funções públicas até o término das investigações.
Histórico de 17 denúncias e decisão do Ministério Público
A vítima da agressão, identificada como Tiago Alves, relatou que a luta para proteger o bem-estar do filho já se estende por anos.
Devido à hipersensibilidade auditiva uma característica comum em pessoas dentro do espectro autista , o barulho excessivo causa crises e sofrimento severo ao menino.
O pai revelou que já acumulava 17 boletins de ocorrência registrados nos últimos quatro anos contra a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivista.
Conforme publicado na reportagem completa do portal NSC Total, parceiro do Metrópoles, o problema com o barulho do local já havia chegado à esfera judicial anteriormente. Em 2025, o Ministério Público interveio e obrigou a instituição religiosa a adotar medidas severas para o isolamento e redução do ruído, sob a pena expressa de proibição total da realização dos cultos caso as metas não fossem cumpridas.
A prefeitura do município informou que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta do servidor e reiterou que não compactua com desvios de conduta ou violência por parte de seus agentes, mesmo em períodos de folga. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil.
Por que o pai da criança autista foi agredido em Balneário Camboriú?
Ele foi agredido por reclamar do som alto de uma igreja evangélica vizinha à sua casa. O barulho prejudicava seu filho autista de 9 anos, que sofre com hipersensibilidade a ruídos fortes.
O que aconteceu com o guarda municipal que cometeu a agressão?
A Prefeitura de Balneário Camboriú anunciou o afastamento preventivo do servidor público até que a apuração dos fatos seja concluída pela sindicância interna e pelas autoridades policiais.
A igreja envolvida já tinha denúncias anteriores?
Sim. O pai da criança já havia registrado 17 boletins de ocorrência contra o local nos últimos quatro anos. O Ministério Público já havia determinado adequações acústicas sob risco de fechamento do templo.
