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Pai de criança autista é agredido por guarda ao reclamar de som alto

Por Redação ContilNet 28/05/2026 às 07:34

Reprodução/NSC Total

O episódio aconteceu em Balneário Camboriú e foi registrado por câmeras de segurança. O servidor público foi afastado de suas funções pela Prefeitura.

Uma reclamação recorrente contra a perturbação do sossego terminou em agressão física e gerou revolta em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

O pai de uma criança autista de 9 anos foi agredido por um guarda municipal que estava de folga, logo após reclamar do volume excessivo do som vindo de um templo religioso vizinho à sua residência.

O ataque foi registrado por câmeras de monitoramento da região e a gravidade dos ferimentos fez com que a vítima precisasse receber atendimento médico hospitalar, levando vários pontos na região da boca.

Diante da repercussão e das imagens, a administração municipal confirmou o afastamento imediato do guarda de suas funções públicas até o término das investigações.

Histórico de 17 denúncias e decisão do Ministério Público

A vítima da agressão, identificada como Tiago Alves, relatou que a luta para proteger o bem-estar do filho já se estende por anos.

Devido à hipersensibilidade auditiva uma característica comum em pessoas dentro do espectro autista , o barulho excessivo causa crises e sofrimento severo ao menino.

O pai revelou que já acumulava 17 boletins de ocorrência registrados nos últimos quatro anos contra a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivista.

Conforme publicado na reportagem completa do portal NSC Total, parceiro do Metrópoles, o problema com o barulho do local já havia chegado à esfera judicial anteriormente. Em 2025, o Ministério Público interveio e obrigou a instituição religiosa a adotar medidas severas para o isolamento e redução do ruído, sob a pena expressa de proibição total da realização dos cultos caso as metas não fossem cumpridas.

A prefeitura do município informou que abriu uma sindicância interna para apurar a conduta do servidor e reiterou que não compactua com desvios de conduta ou violência por parte de seus agentes, mesmo em períodos de folga. O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil.

Por que o pai da criança autista foi agredido em Balneário Camboriú?

Ele foi agredido por reclamar do som alto de uma igreja evangélica vizinha à sua casa. O barulho prejudicava seu filho autista de 9 anos, que sofre com hipersensibilidade a ruídos fortes.

O que aconteceu com o guarda municipal que cometeu a agressão?

A Prefeitura de Balneário Camboriú anunciou o afastamento preventivo do servidor público até que a apuração dos fatos seja concluída pela sindicância interna e pelas autoridades policiais.

A igreja envolvida já tinha denúncias anteriores?

Sim. O pai da criança já havia registrado 17 boletins de ocorrência contra o local nos últimos quatro anos. O Ministério Público já havia determinado adequações acústicas sob risco de fechamento do templo.

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