Esquema criminoso em Rondônia usava endereços falsos para regularizar imigrantes que sequer moravam no Brasil e desviar verbas de programas sociais federais.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21/5), a Operação Residência Fantasma. O objetivo da ação é desarticular um esquema criminoso especializado em fraudar programas sociais do governo federal em Rondônia. A quadrilha utilizava dados de cidadãos estrangeiros que sequer residiam em território nacional para desviar recursos públicos que deveriam atender famílias de baixa renda.
Ao todo, os agentes federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram distribuídas estrategicamente em duas frentes geográficas do estado: duas na capital, Porto Velho, e três no município de Guajará-Mirim, região de fronteira seca com a Bolívia, utilizada como ponto focal para a engrenagem do golpe.
Como funcionava a “Residência Fantasma”
De acordo com a nota oficial divulgada pela superintendência da PF em Rondônia, os estelionatários montaram um fluxo burocrático falso de alta complexidade para burlar os sistemas de fiscalização do governo.
O golpe operava em três etapas fundamentais:
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Endereços Falsos: Os criminosos cadastravam comprovantes de residência forjados junto à Delegacia de Imigração da própria Polícia Federal.
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Regularização Migratória: Com o endereço falso validado, o grupo obtinha o status de regularização migratória para os estrangeiros.
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Inscrição nos Programas: Munidos dos documentos oficiais brasileiros, os investigados inscreviam os “fantasmas” em cadastros de auxílios e benefícios sociais do Governo Federal, sacando os valores indevidamente de dentro do Brasil.
“O esquema fazia a regularização migratória de estrangeiros e a inscrição dessas pessoas em programas sociais do Governo Federal, sem que esses indivíduos residissem efetivamente em território nacional”, confirmou a corporação.
Todo o material apreendido na manhã de hoje — que inclui documentos, mídias digitais e telefones celulares — passará por perícia técnica especializada para tentar mapear a extensão do rombo financeiro causado aos cofres públicos.
A Polícia Federal informou que os investigados responderão judicialmente pelos crimes de associação criminosa e estelionato qualificado, além de outras infrações penais que possam ser descobertas ao longo da análise dos materiais recolhidos.
O que foi a Operação Residência Fantasma da Polícia Federal?
Foi uma operação deflagrada pela PF em Rondônia no dia 21 de maio de 2026 para combater um grupo criminoso que criava cadastros e endereços falsos para desviar verbas de benefícios sociais federais usando o nome de estrangeiros.
Onde foram cumpridos os mandados da PF em Rondônia?
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois localizados em Porto Velho (capital do estado) e três em Guajará-Mirim, na divisa com a Bolívia.
Os estrangeiros envolvidos moravam no Brasil?
Não. De acordo com as investigações da Polícia Federal, os estrangeiros tinham seus dados utilizados e regularizados sob endereços falsos, mas continuavam morando fora do território nacional enquanto a quadrilha recebia os auxílios.

