O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30/04), uma operação para desarticular um grupo criminoso que utilizava o atendimento a crianças autistas como fachada para fraudar planos de saúde. A ação ocorre em São Paulo e na região metropolitana.
O Modus Operandi do Esquema
Segundo a 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), o grupo agia em três frentes principais para inflar o faturamento das clínicas:
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Simulação de Atendimentos: Cobrança por sessões de terapia que nunca aconteceram.
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Laudos Médicos Falsos: Emissão de documentos fraudulentos para justificar tratamentos caros e prolongados.
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Indústria do Judiciário: Ingresso de ações judiciais para forçar os planos de saúde a custear procedimentos inexistentes ou com valores superfaturados.
Com informações do Metrópoles.
Impacto nas Famílias
A Polícia Civil destacou que a gravidade do crime vai além do prejuízo financeiro aos planos de saúde. O esquema submetia crianças com TEA a diagnósticos imprecisos e intervenções terapêuticas inadequadas, ferindo princípios fundamentais de ética médica e proteção à infância.
“É uma afronta aos princípios de boa-fé, atingindo diretamente famílias que buscam suporte para o desenvolvimento de seus filhos”, afirmou a Polícia Civil em nota oficial.
Números da Operação
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Mandados: 12 de busca e apreensão.
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Efetivo: 40 policiais civis e 17 viaturas.
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Crimes Investigados: Estelionato e crimes contra a fé pública.
As autoridades acreditam que os documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos hoje revelarão a verdadeira escala do prejuízo, que já é classificado como “expressivo”.
