Quadrilha cobrava R$ 3 mil para revelar paradeiro de motos furtadas

Por Redação ContilNet 01/07/2026 às 08:32
Material cedido ao Metrópoles

Organização criminosa atuava no Distrito Federal, adulterava veículos e os enviava para venda na Bahia; sete mandados de prisão foram cumpridos.

Uma complexa estrutura criminosa especializada no furto ultraveloz e na extorsão de proprietários de motocicletas teve suas atividades interrompidas pelas forças de segurança pública.

Atuando com extrema agilidade em estacionamentos de grande movimentação comercial, os envolvidos conseguiam subtrair os veículos em questão de segundos, iniciando logo em seguida uma segunda etapa de lucros ilícitos baseada no desespero de trabalhadores que dependiam do transporte.

A ofensiva policial mobilizou agentes logo nas primeiras horas do dia para localizar e deter os principais articuladores do esquema técnico de desmonte e logística interestadual.

O esquema de extorsão, a velocidade dos furtos e a apuração dos fatos

As redes sociais viraram ferramenta de monitoramento para os criminosos, que se aproveitavam dos apelos das vítimas em busca de seus bens para aplicar golpes e exigir pagamentos falsos de localização.

De acordo com as informações publicadas pelos jornalistas Luis Fellype Rodrigues e Carlos Carone para o portal METRÓPOLIS, os criminosos cobravam até R$ 3 mil para revelar o paradeiro das motocicletas furtadas no Distrito Federal.

A reportagem do veículo detalha que o grupo conseguia levar os veículos em menos de um minuto e por vezes em apenas cinco segundos.

O portal destaca que, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu sete mandados de prisão e quatro de busca e apreensão nas regiões administrativas de Samambaia e Ceilândia.

Após o furto, o grupo escondia os veículos em matagais e os despachava de caminhão para o estado da Bahia em menos de 24 horas, onde eram revendidos abertamente na internet.

Modus operandi bem definido e divisão de tarefas no DF

Logística e alvos comerciais

A investigação apontou que a organização criminosa possuía um roteiro planejado e contava com tarefas preestabelecidas para cada membro evitar suspeitas:

  • Integrantes em carros ou em motos já furtadas davam cobertura visual e apoio logístico nos arredores dos alvos.

  • Os executores diretos usavam chaves falsas (conhecidas como “michas”) para romper a ignição das motocicletas de forma silenciosa.

  • Os locais preferidos eram estacionamentos públicos de farmácias e comércios eletrônicos durante o início da tarde (entre 13h45 e 14h25).

Adulteração e rota interestadual

Para reduzir drasticamente os riscos de interceptação pelas blitze da polícia do Distrito Federal, os criminosos adotavam um protocolo rápido de ocultação.

As motos eram inicialmente levadas para áreas de mata densa até que o fluxo de buscas diminuísse.

Na sequência, operadores do grupo adulteravam os sinais identificadores, como chassis e placas, antes de embarcar os veículos em caminhões de carga.

Ao chegarem em solo baiano, outro comparsa assumia a responsabilidade de anunciar as motocicletas em redes sociais como Facebook e Instagram, comercializando os produtos ilícitos sem qualquer restrição técnica. Estima-se que o grupo tenha realizado pelo menos 15 furtos documentados.

Como funcionava o golpe da quadrilha de furto de motos no DF?

Após furtarem os veículos de forma extremamente rápida, os criminosos monitoravam postagens de donos desesperados nas redes sociais. Eles entravam em contato com as vítimas exigindo até R$ 3 mil em dinheiro sob a promessa de revelar onde a motocicleta estava escondida.

Para onde eram levadas as motocicletas furtadas em Samambaia e Ceilândia?

Os veículos eram levados temporariamente para áreas de mata para despistar a polícia. Em menos de 24 horas, o grupo adulterava as identificações das motos e as despachava em caminhões com destino à Bahia, onde outro integrante as revendia no Facebook e Instagram.

Qual foi o resultado da operação da PCDF nesta quarta-feira (1º/7)?

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu com sucesso sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. A ação foi concentrada nas regiões de Samambaia e Ceilândia, desarticulando a quadrilha responsável por pelo menos 15 furtos.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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