
Alunos percorreram as ruas do Segundo Distrito até chegar à Delegacia da Mulher/Foto: Charlton Lopes/ContilNet
Professores e alunos da Escola Estadual Lourival Pinho e da Creche Francisca Leite, localizadas no Segundo Distrito de Rio Branco, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (26). Os manifestantes saíram do bairro Triângulo Novo, pela Avenida Chico Mendes e pararam em frente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Eles exigem o esclarecimento da morte da professora Franciane Paiva Peres, 32 anos, que foi executada a tiros no último dia 20, no bairro Santa Inês.

Manifestação expressa o sentimento de revolta da comunidade escolar com a violência, diz organizador
De acordo com um dos organizadores do ato, Ivan Rufs, a manifestação expressa o sentimento de revolta da comunidade escolar com a violência. “Ela era uma professora querida, trabalhava com educação especial e não tinha inimigos”, declarou o professor, enquanto uma comissão conversa com a delegada responsável pelo caso.
Para o diretor da escola Lorival Pinho, Sérgio Ricardo Nascimento, a morte da professora não pode entrar para as estatísticas como um caso qualquer. “É preciso mudar essa legislação para estancar a impunidade”, disse ele, exigindo providências para a solução “desse crime bárbaro”. A diretora do Sinteac, Márcia Lima, afirmou que a entidade está prestando total apoio aos filhos da professora.
Franciane morava no bairro Recanto dos Buritis e deixou dois filhos, um de 3 anos e outro de 11. Ela era natural do estado de São Paulo e estava morando no Acre há cerca de quatro anos, quando veio acompanhada do ex-marido, Antônio Marcos Peres, que é missionário evangélico. A vítima estava separada e morava sozinha com os filhos.
A assessoria de impressa da Secretaria de Polícia Civil não quis comentar sobre as investigações. A professora foi surpreendida por dois homens que chegaram em uma moto e começaram a atirar. Ela foi alvejada na cabeça, o que caracteriza execução.


