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“Apesar da crise, tivemos uma situação satisfatória”, diz superintendente da Cooperacre

Por Marina, ContilNet Fonte: ALAMARA BARROS, DA CONTILNET 28/12/2016 às 16:09

Superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro/Foto: ContilNet

Apesar da crise econômica enfrentada não só no Estado do Acre, como também em todo o país, algumas empresas locais não consideram 2016 um dos piores anos na economia. A Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Coopeacre) teve a safra de castanha muito baixa este ano e os clientes reduziram suas compras devido à baixa procura do consumidor final pelo produto neste ano de crise. Contudo, o superintendente Manoel Monteiro considera que 2016 foi um ano bom para a cooperativa.

“Como a safra foi pequena a gente conseguiu encaixar nossa produção toda no mercado nacional que, apesar da crise, pagou um preço até maior do que o preço de mercado externo. Por isso a gente tem uma situação que eu diria satisfatória diante a toda essa crise econômica que passamos no ano de 2016”, disse.

Para 2017, Manoel espera ter uma bom resultado de vendas, apesar de o próximo ano apresentar uma safra ainda menor de castanha do que foi em 2016. “A gente espera que essa crise econômica dê uma trégua em 2017 para que a partir do segundo semestre possamos ter uma melhora no mercado, mesmo que seja com uma safra menor”, completou.

A Cooperacre é uma cooperativa de comércio e indústria de produtos florestais que hoje agrega outras 22 associações e cooperativas dedicadas a atividades extrativistas como coleta da castanha, extração da borracha e do óleo de copaíba, que também vendem para as indústrias.

Seleção das castanhas é feita cuidadosamente /Foto: Agência de Notícias do Acre

Sua fábrica gera 31 empregos diretos na produção, mais 13 na comercialização e beneficia quase duas mil famílias ligadas às 22 associações e cooperativas com as quais trabalham em rede. Isso tudo com o objetivo de trabalhar pelo desenvolvimento econômico de atividades agroflorestais sustentáveis dos pontos de vista ambiental, econômico e socialmente justo.

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