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Após assembleia, bancários do Acre entram em greve a partir desta terça-feira

Por Marina, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 06/10/2015 às 12:53
greve

Agência bancárias no Acre amanhecem em greve

Na tarde desta segunda (5) os bancários da capital Rio Branco realizaram uma assembleia organizativa na Praça Povos da Floresta para fortalecer ainda mais a greve da categoria que começa em todo país a partir desta terça-feira (6).

A categoria já havia rejeitado a proposta patronal de 5,5% mais abono de R$ 2.500,00 e aprovado em assembleia, realizada na última quinta-feira (1º), o indicativo de paralisação para essa terça-feira (6).

De acordo com Edmar Batistela, presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, houve tempo para os banqueiros resolverem o processo nas mesas de negociações.

As três pautas, democraticamente construídas com a participação de trabalhadores de todo o país, foram entregues em 11 de agosto e, de lá para cá, foram seis rodadas de debates só com a Fenaban. Houve mais quatro com a direção do Banco do Brasil e outras cinco com a diretoria da Caixa. A data base dos três acordos é 1º de setembro.

Proposta dos bancos

Os bancos ofereceram reajuste de 5,5% nos salários e verbas, ante a inflação de 9,88% no período, o que geraria perda de 4% nos salários, anulando os ganhos reais conquistados, com muita luta, nos dois últimos anos. Só em 2013, foi quase um mês de greve. No vale-refeição, o reajuste não pagaria uma coxinha, já que representaria R$ 1,43 ao dia.
O abono de R$ 2,5 mil também foi rechaçado. A categoria entendeu que, além de ser pago só uma vez, o valor não integraria o salário e, consequentemente, não se incorporaria ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º, gerando perdas enormes também no longo prazo. Fora que sequer seriam esses R$ 2,5 mil, porque sobre eles incidem imposto de renda e INSS.

Cofres cheios

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Acre, Neném, a intolerância da categoria com a proposta não é à toa, afinal os bancos passaram bem longe da tal crise alardeada. Engordaram seus cofres no primeiro semestre lucrando R$ 36,3 bilhões, 27,3% a mais do que o mesmo período do ano passado (resultado de BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander). (Assessoria)

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