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Historiadora não é atendida no SUS e diz que vai levar mãe para morrer em casa

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 09/07/2016 às 16:51

Um depoimento da historiadora Fátima Almeida, uma das mais renomadas do Acre, deixou maioria de seus seguidores no Facebook indignados. Ela relatou, através de um extenso texto, o drama que vem vivendo em busca de tratamento para sua mãe nos hospitais púbicos do Acre.

sus“Minha mãe, que deu tanto duro, por uma vida inteira, saindo 5 da manhã pra descongelar frango, merendeira da Escola Dom Bosco, trabalhadora honesta, que me ensinou sobretudo isso, a honestidade antes de tudo, não deveria, como milhares de pessoas sob o SUS estar sofrendo tanto. Estou decidindo se devo tirá-la desta situação para vir morrer em casa”, escreveu. Leia a seguir o depoimento da historiadora.

“Não se deve comprar briga com médicos, eles são corporativistas, podem botar você de molho, para sofrer…Zeus, irritado porque Prometeu roubou o fogo dos deuses para o dar aos homens, o manteve acorrentado, uma águia a bicar seu fígado, todos os dias, num tormento sem fim que durou zil anos, até resolver perdoá-lo. Assim foi feito comigo. Porque maltratar minha mãe é pior que me matar, é me acorrentar a um sofrimento indescritível. O enfermeiro Enoque do PS me assegurou que com a transferência de mamãe para o Hospital dos Idosos a médica que faria a cirurgia no HB continuaria acompanhando-a. Mas, no final da tarde de ontem, feito o último exame(pago por mim, na clínica dela, a quem dei preferência já que seria ela própria a fazer a cirurgia), ultrassom da perna (artéria e veias), eu pensando que ela faria a cirurgia neste sábado, como estava certo, não mais, ela nos despachou, disse que ficássemos agora a cargo dos médicos da Fundação, porque não deveríamos ter saído da observação do PS, como ela tinha recomendado. E tudo vai se repetir, vão solicitar todos os exames de novo, mamãe está se esgotando, os braços roxos, cansada, eu não tenho estrutura nenhuma, minha família só é eu, ela e meu filho, tenho apoio de uma vizinha e uma ajudante, durmo 8 horas e passo 36 sem dormir, não posso pagar diária de cuidadoras como acompanhante, a nossa auxiliar de casa entrou de férias…e estou sob todo esse tormento. Mas minha fé em Deus é inabalável, só que minha mãe, que deu tanto duro, por uma vida inteira, saindo 5 da manhã pra descongelar frango, merendeira da Escola Dom Bosco, trabalhadora honesta, que me ensinou sobretudo isso, a honestidade antes de tudo, não deveria, como milhares de pessoas sob o SUS estar sofrendo tanto. Estou decidindo se devo tirá-la desta situação para vir morrer em casa.”

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