Na infância, as perguntas “de onde eu vim?” e “como eu fui parar na barriga da mamãe?” são certeiras e, com certeza, vão aparecer em qualquer núcleo familiar. Nesse momento, todos precisam estar preparados para lidar com elas da melhor maneira possível, mesmo que para isso os pais passem por cima de seus traumas, medos, vergonhas e tabus.
A parceria entre os cuidadores é crucial neste momento, afinal de contas nem todo realmente conseguirão ficar à vontade com todos os assuntos, e aí é importante que a outra parte esteja preparado para tomar a frente das orientações.

A temida fase em que os filhos começam a perguntar demais. O que fazer? /Foto: Ilustração
A especialista Raquel Benazzi falou um pouco sobre a importância da maturidade neste momento um tanto quanto complicado na vida da família e indicou possíveis caminhos que possam auxiliar nas explicações.
“Este é um momento de extrema importância na formação dos jovens, mas se engana quem pensa que ele é passageiro. Na chegada da adolescência, as orientações devem ser ainda mais frequentes, já que é o período em que os jovens chegam à puberdade e por muitas vezes até iniciam a vida sexual, logo orientações sobre DSTs e gestação passam a ser de extrema importância”, disse.
Para auxiliar nessa fase que pode ser o pesadelo de muitos mamães e papais, a psicóloga indica algumas técnicas que podem ser muito úteis:
Livros
Benazzi indica que tanto os pais, quanto filhos, procurem leituras didáticas sobre o assunto respeitando os limites de idade de cada um. A especialista disse que na maioria das bibliotecas do Brasil já existe material infantil que aborde o assunto de maneira não agressiva e pedagógica, para manter a integridade das crianças.

Livros infantis possuem ilustrações e textos que podem ajudar /Foto: Reprodução
Desenhos
Assim como com os bonecos, a criança pode ser estimulada a desenhar o que está perguntando ou os pais podem, junto com os pequenos, usar os desenhos para fazer a explicação de forma mais didática, leve, divertida e nada constrangedora.
Simplifique
Não deixa o assunto se transformar em um bicho de sete cabeças. Às vezes, fazer muitos malabares do redor do assunto pode acabar prejudicando o amadurecimento dos jovens, Seja honesto, sucinto e simples. Descarte as vulgaridades, mas esclareça da maneira mais adequada para o jovem suas dúvidas, claro, respeitando a idade do ouvinte.
“Quando um pai ou uma mãe conversa com seu filho de forma clara, ele entende que sempre que precisar, pode recorrer a eles. E este é o cenário ideal da relação pais e filhos”, diz Raquel

Honestidade é tão importante quanto mediar o tempo das descobertas /Foto: Reprodução
