Na manhã de sexta-feira (16) a funcionária pública, Maria Rozair Dantas, procurou a reportagem do site ContilNet para fazer uma denúncia de descaso por parte da Caixa Econômica Federal, enquanto precisou de atendimento em uma agência no centro da cidade.
A denunciante relatou que chegou na agência pouco antes das 8h para solicitar o desbloqueio de um cartão de crédito e cadastrar uma senha de uso, mas não conseguiu sequer entrar na agência.

“Fui recebida por um funcionário, expliquei qual era a minha solicitação e ele simplesmente disse que não ia me atender e pediu para que eu voltasse na segunda-feira. Eu me recusei, porque cheguei cedo para ser atendida, meu atendimento é algo simples e rápido de resolver. Além disso, mesmo os bancários estando em greve, 30% do efetivo tem que atender as necessidades dos clientes, maior humilhação isso aqui, somos recebidos com grosseria e falam simplesmente que não vão nos atender, isso é um absurdo”, desabafou Rozair.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Edmar Batistela, a greve é legal e os 30% dos funcionários que estão nas agências são para executar serviços internos do banco, como processamento de dados e manutenção dos caixas eletrônicos.

“É claro que vai do bom senso dos funcionários que estão nas agências, muitos têm tido essa sensibilidade para atender, por exemplo um beneficiários do INSS para que não fique sem receber seus benefícios e com isso ficarem prejudicados, em relação ao desbloqueio de cartão de crédito não há uma obrigatoriedade de atendimento durante a greve dos bancos”, explicou.
Para a advogada Myrian Pinheiro, os 30% deveriam atender todos os serviços bancários, mesmo que de forma mais lenta, devido a diminuição do quadro de funcionários. Para a advogada, o que está acontecendo nas agências bancárias, é uma falta de respeito com os clientes, causando muitos transtornos para a população. Entretanto, ela afirma não existir uma legislação específica para determinar quais áreas devem ser cobertas dentro do efetivo de 30%.
A deputada estadual Doutora Juliana recomendou para as pessoas que tiverem problemas com a greve dos bancários denunciem o caso no Procon, pois a Lei é clara e permite que se faça a reclamação diretamente no órgão. Segundo a deputada, a partir da próxima semana o Procon estará fazendo a fiscalização.
A parlamentar apresentou uma indicação para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado para que o Procon atue na defesa dos consumidores durante a greve. Ela destacou ainda que o direito de greve é legítimo e, se todos estiverem bem, a sociedade como um todo se fortalece.
