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Conta de luz segue com bandeira verde para os brasileiros em fevereiro

Por Marina, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 27/01/2018 às 17:17

Assim como em janeiro, a conta de luz dos brasileiros em fevereiro terá bandeira verde, ou seja, sem a cobrança de taxa extra para os consumidores.

A definição da bandeira tarifária para o mês que vem foi divulgada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta sexta-feira (26). Em dezembro, vigorou a bandeira vermelha 1 (ou bandeira rosa), com taxa de R$ 3 a cada 100 kWh.

Segundo a Aneel, a bandeira verde vista em janeiro continuará em vigor no próximo mês devido à “manutenção das condições favoráveis de geração hidrelétrica”.

A Reuters publicou no início do mês que especialistas têm previsto a possibilidade de a bandeira tarifária seguir verde ao longo de todo o primeiro trimestre, em meio a um regime de chuvas positivo na região dos reservatórios hidrelétricos desde o final de 2017.

POUCA CHUVA, CONTA MAIS CARA

Quando há pouca chuva, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas cai, o que diminui a produção de energia. Para compensar essa queda, o governo manda acionar usinas termelétricas, a carvão, que são mais caras.

Foi o que aconteceu no país desde 2013.  Foi criado, então, o sistema de bandeiras tarifárias, uma cobrança extra na conta de luz para bancar esses custos maiores na produção de energia, que passaram a valer a partir de janeiro de 2015.

A Aneel pede que os consumidores façam o uso eficiente de energia elétrica e combatam os desperdícios.

NOVA METODOLOGIA E VALORES

Em outubro, a Aneel decidiu mudar a metodologia das bandeiras tarifárias. A principal alteração foi em relação aos valores, que passaram a valer a partir de novembro.

A taxa extra da bandeira vermelha nível 2 subiu de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kWh consumidos e a bandeira amarela caiu de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh. A bandeira vermelha nível 1 permaneceu com cobrança extra de R$ 3.

Além dos novos valores, a agência alterou as regras que ditam qual bandeira será adotada em cada mês. Até então, a definição era feita com base na previsão do custo da termelétrica mais cara acionada para atender à demanda.

Com as novas regras, passa a ser avaliado também o nível de produção das hidrelétricas –com mais chances de acionamento das bandeiras se houver o chamado deficit hídrico (conhecido pelo jargão “GSF”), quando as usinas hidrelétricas geram abaixo de suas garantias, que é o montante de energia que elas podem vender no mercado.

(Com informações do Reuters e Agência Brasil)

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