De aluno a professor: conheça a história do biólogo que se apaixonou pela arte de ensinar

Por Marina, ContilNet 15/10/2016 às 09:00

O dia dos professores é comemorado neste sábado (15), data em que se homenageia os responsáveis pelo desenvolvimento da Educação e do conhecimento durante longos anos da vida de um cidadão. Esta é uma das mais importantes profissões praticadas no mundo, afinal, sem ela a transmissão de conhecimentos e a correta apreensão destes pelas pessoas seriam praticamente impossíveis.

A origem da data se deu em 1827, quando o imperador D. Pedro I instituiu um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, com a criação das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. O decreto estabeleceu ainda a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores.

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Ítalo fala do orgulho que sente ao repassar conhecimento /Foto: Arquivo pessoal

De lá para cá muita coisa mudou e o acesso às escolas cresceu e com isso, a profissão se expandiu. O biólogo Vanderson Brito tem 33 anos e leciona há 5 anos, atualmente ele dá aulas para alunos do 2° e 3° anos do Ensino Médio e ainda em cursos de pós graduação. Brito diz que ainda lembra-se da primeira experiência na sala de aula como professor.

“Eu era pesquisador, mas comecei a dar aula para aumentar minha renda, e então eu entrei com uma proposta diferente, eu levava as minhas pesquisas para dentro da sala de aula e com isso os alunos foram se interessando por esse método e eu também. Fomos criando laços e percebendo resultados, fui me apaixonando cada vez mais”, relembra o professor.

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O biólogo diz que começou a lecionar pelo dinheiro, mas se apaixonou pela arte /Foto: Arquivo pessoal

Mesmo que a paixão inicial do biólogo fosse o campo de pesquisa, o contato na sala de aula fez com que Vanderson passasse a entrelaçar as duas áreas: “Eu não entrei na sala de aula não por querer e sim por necessidade, mas hoje eu não consigo mais me desvincular, tanto que minha mais recente pesquisa é relacionada ao ensino. Até aqui minhas especializações eram com fauna, hoje minha linha de pesquisa para o doutorado é com o ensino de ciências. Eu entrei de cabeça, continuo pesquisando, mas a sala de aula é minha paixão”.

O trabalho desses profissionais que atuam praticamente no anonimato, mas que possuem um papel fundamental na educação, na formação e na capacitação de alunos e profissionais de todo o país. Entretanto, a profissão ainda é desvalorizada e poucas são as conquistas da classe, para Vanderson Brito, mesmo que a cada dia tenham menos o que comemorar, ver o crescimento de seus alunos vale a pena:

“Minha maior conquista foi o auto reconhecimento, perceber que eu realmente sei fazer isso. O reconhecimento de colegas, antes meus professores e hoje me respeitam como profissional. E, os alunos do meu início, que hoje me agradecem por ter mostrado algo a eles, algo que eles não conheciam e hoje estão aí, em suas graduações, caminhando sozinhos”.

O jovem professor finaliza dizendo que, mesmo que com tantos percalços, tem esperanças para o futuro da profissão que exerce com tanto amor: “A cada dia temos menos o que comemorar. Espero que essa situação seja revertida e que possamos ter o reconhecimento profissional que realmente merecemos. Espero ainda poder desenvolver trabalhos cada vez mais dinâmicos, trazer a pesquisa para a sala de aula, preparar os alunos não só para exames, mas para o academicismo em si”.

Conteúdo Original / Fonte: NANY DAMASCENO, DA CONTILNET

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