Detentos dos pavilhões D e E no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul entraram em greve de fome nesta segunda-feira (9). Em uma carta os detentos explicam que são agredidos por agentes e que estão tendo os direitos constitucionais violados e por conta disso entraram em greve.
A direção do presídio disse que trata-se de presos membros de facções criminosas e rebateu as acusações dos reeducandos.
Na carta, os detentos falam do direito ao semiaberto e prisão em condicional que estariam não sendo cumpridos, de acordo com a direção todos os dias detentos são levados para audiência e que não cabe a unidade decidir pela liberdade dos mesmos.

Presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul/Foto: Reprodução
Os detentos afirmaram que estão sofrendo maus-tratos dentro da unidade, segundo eles, estão acontecendo espancamentos, humilhações e choques por parte de agentes penitenciários. A direção negou a informações e informou que na semana passada foram realizadas revistas em celas onde foram encontradas celulares e objetos não permitidos. Durante o patrulhamento de rotina um detento teria esboçado um comportamento de ameaça e foi então empregado o uso de teaser (equipamento não letal).
Além dessas reclamações, os presos falaram sobre os detentos que são de outros municípios e que não podem receber visitas e desejam retornar ao lugar de origem e condições das visitas.
A direção ainda informou que uma carta idêntica foi entregue ao juiz responsável pela Vara de Execuções Penais e que a comida dos presos que foi rejeitada por eles foi doada.