Etnoturismo no Acre em meio à Festa Mariri Yawanawá

Por Wania Pinheiro, ContilNet 19/04/2016 às 16:40
Conhecer a cultura é oportunidade para conviver com uma rica comunidade indígena e apreciar as belezas da região amazônica
Conhecer a cultura é oportunidade para conviver com uma rica comunidade indígena e apreciar as belezas da região amazônica

Conhecer a cultura é oportunidade para conviver com uma rica comunidade indígena e apreciar as belezas da região amazônica

Cada vez mais comum mundo afora, o etnoturismo permite aos viajantes vivenciarem a rotina e conhecer de perto os costumes, cultura e tradição de um determinado povo. Há quem defenda, inclusive, que esse “produto turístico” seja capaz de salvar a ecologia mundial, se respeitadas e incentivadas as boas práticas junto à natureza e nas comunidades. Ainda pouco praticado – especialmente em terras indígenas – devido aos desafios de chegar e permanecer em aldeias sem causar grandes impactos, o etnoturismo é possível, desde que seja feito por quem entende do assunto. Especializada em viagens pela Amazônia, a Operadora Turismo Consciente, em parceria com a Associação Sociocultural Yawanawá (ASCY), lança o roteiro Festa Mariri Yawanawá 2016, de 16 a 22 de julho.

A viagem começará na cidade de Rio Branco, capital do Estado do Acre, seguirá para o município de Cruzeiro do Sul e, dali, fará uma escala na Vila de São Vicente para embarcar em canoas motorizadas e ir pelas águas do Rio Gregório, costurando parte da imensidão amazônica, até chegar à Aldeia Mutum – Território Indígena do Rio Gregório. A celebração, que este ano chega à sua 4ª edição, é um encontro de comunidades indígenas da etnia Yawanawá que levarão à tona seus rituais, jogos, danças e cantos ancestrais durante cinco dias.

A Festa Mariri Yawanawá é organizada pela Associação Sociocultural Yawanawá para promover e valorizar a cultura e tradição indígenas desta etnia entre seus povos e, pensando em fortalecer e aprimorar suas ações, abre oportunidade para convidados. A Turismo Consciente, que há alguns anos organiza viagens para grupos visitantes da Associação, se responsabiliza pela parte logística (aéreo partindo de Rio Branco até Cruzeiro do Sul, deslocamento terrestre até a Vila de São Vicente e trajeto pelo Rio Gregório, passando por aldeias Yawanawas até chegar à Aldeia Mutum, além de hospedagem e alimentação). Entretanto, mais do que uma viagem, a proposta da Turismo Consciente é oferecer uma autêntica vivência indígena. “Oferecemos aos nossos clientes uma oportunidade para que eles possam viver uma experiência sem correr riscos, prejudicar a comunidade ou impactar a região. Nós trabalhamos com a Associação já há alguns anos e, a partir dai, os visitantes de fora podem ter acesso e participar da festa com segurança”, conta Maria Teresa Meinberg, diretora da Turismo Consciente.

indios2

Programa de Turismos nas Aldeias Yawanawás

Comprometidos para que tudo seja feito da maneira mais adequada tanto para viajantes quanto para as comunidades, uma equipe de consultores da Turismo Consciente e lideranças indígenas de sete aldeias Yawanawás farão uma visita técnica pela região com a finalidade de identificar demandas e construir um Programa de Turismo nas Aldeias Yawanawás. “Queremos evitar os impactos ambientais nas aldeias e garantir que os reflexos sociais sejam positivos. Acreditamos que seja possível uma troca saudável entre viajantes e comunidade indígena. Nosso desejo é que nossos visitantes possam conhecer nossas tradições e culturas, e que saiam dessa vivência comprometidos em conhecer mais as nossas causas e colaborarem mais com o meio ambiente como um todo”, explica Tashka Yawanawá, líder da Associação Sociocultural Yawanawá.

Coordenada pela própria Associação, a comitiva será formada por atores das áreas ambiental, social, gastronômica e turística, além de dois líderes de cada uma das sete aldeias, e passará uma semana visitando as aldeias, conversando com a comunidade, identificando necessidades e fazendo diagnósticos, para sugerir melhores práticas. “A ideia é que, ao apontar essas melhorias, a prática do etnoturismo na região da etnia Yawanawá seja uma fonte sustentável de renda para as aldeias, sem impacto social e sem degradação de recursos naturais”, esclarece Maria Teresa.

Conteúdo Original / Fonte: Redação

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.