Ex-jornalista abandona vício de décadas após pedido dos netos

Por Marina, ContilNet 07/10/2017 às 10:06

Pedro Ferreira da Cruz, ou só ‘Cruz’, como é chamado pelos amigos mais íntimos, marcou a história nos dias de glória do jornal “O Rio Branco” manuseando o antigo maquinário da época em que lá trabalhou para garantir a boa informação à população acreana.

Amigo e discípulo do saudoso José Chalub Leite, Cruz lutou por muitos anos com um vício que adquiriu quando ainda tinha apenas 12 anos, o cigarro. O ex-jornalista contou um pouco da história de como tudo começou à nossa reportagem.

Pedro Cruz ao lado do grande amigo José Chalub Leite. Foto: Arquivo

“Eu tinha uns 12 anos e estava pescando com uns amigos, até que um deles me disse que se eu quisesse afastar os mosquitos era só fumar um cigarro que a fumaça espantaria os ‘piuns’. Na agonia de querer me livrar dos insetos fumei meu primeiro cigarro, mal sabia eu que as carteiras me acompanhariam por mais de 40 anos”, disse.

Presença sempre confirmada nos carnavais e bailes mais tradicionais da cidade, Pedro estava sempre acompanhado das suas carteiras de cigarro, chegando a fumar até mais de um maço por dia. Apesar da sorte de nunca ter apresentado nenhum quadro de doença mais grave, após mais de 40 anos Cruz recebeu um pedido inesperado, e ao ser pego de surpresa, resolveu que era hora de parar.

Pedro Cruz com a família e amigos em um baile de Carnaval tradicional de Rio Branco. Foto: Arquivo

“Meu neto chegou em mim e me pediu que eu parasse porque ouviu na escola que pessoas que fumam podem ter câncer e ele não queria que eu morresse. Ouvir ele dizer que me queria vivo pra sempre e me pedir ‘por favor’ para que eu parasse, não havia outra escolha, era hora de parar”, contou.

Cruz então chegou em casa, tirou do bolso a carteira de cigarros que tinha acabado de comprar, a deixou em cima da estante e nunca mais olhou pra trás.

Hoje, após onze anos sem fumar, Cruz diz que jamais se arrependeu da decisão e que faria de novo se tivesse a chance. Agora dedica suas horas vagas a administrar e apoiar o clube de coração que ele tanto ama, o Bancrévea Football Club.

“Eu escolhi minha família”, confessou o ex-fumante. Foto: Arquivo

“O começo não foi fácil, mas eu fiz por mim e por toda minha família. A recompensa foi ter a certeza de que eu teria mais chances de viver e poder acompanhar meus netos crescendo. Eu escolhi minha família”, finalizou.

 

Conteúdo Original / Fonte: THALIS GUTTIERRES, DA CONTILNET

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