A descoberta de um câncer de mama mudou a vida de Gi Charaba, Miss Acre 2003, modelo, musa de comerciais de TV e conhecida, sobretudo, por trabalhos com a cantora Ivete Sangalo. Aos 30 anos e no auge da carreira, a beldade conseguiu uma vaga de filatropia no Hospital Sírio Libanês, em 2016, para fazer tratamento.
Hoje, a modelo dá dicas aos que passam pela mesma situação. Ela posta diariamente mensagens que contam sua rotina com a doença e compartilha experiência com 17,6 mil seguidores em sua conta no Instagram. Ela conversou com o portal AZ e falou sobre sua situação atualmente: “Tem coisas que só quem conviveu com a doença sabe, como mudar a pasta de dente por causa do gosto. Só quem passa por isso sabe […]”.
Gi trabalha como modelo desde criança, ela se mudou para a capital paulista aos 19 anos. Aos 30, ela conta que percebeu sinais estranhos no corpo. “Em março de 2015, senti um caroço nos seios, mas não dei muita atenção. Nunca fiquei doente […] Até que nasceu uma mancha no meu peito esquerdo”.
“O tumor estava crescendo há dois anos. Depois que fui diagnosticada, meu mundo caiu. Fiquei chocada e só fazia perguntas estéticas ao médico. Eu era modelo, trabalhava com o corpo!”.
Foram 12 sessões e quatro meses de tratamento no Instituto do Câncer de São Paulo. “Depois de 14 dias da primeira sessão, tufos de cabelo caíram da minha cabeça. Tive que raspar. Eu chorava no banheiro, não me olhava no espelho. Cheguei a usar uma prótese colada a cabeça para não me ver careca […]”.

Após novos exames, mais surpresas: Gi deveria retirar as mamas, fazer mais 30 radioterapias e tomar medicação por outros dez anos para tirar o residual da doença. “Vou entrar em uma menopausa forçada aos 30 anos. Possivelmente, não vou poder ter filhos”.
A modelo tem ganhado a mídia e tem sido destaque em vários jornais, como O Globo, Vogue, Portal AZ, dentre outros. Você pode conferir o trabalho de Gi no Instagram clicando neste link.
