
Marina foi vítima de acidente de carro enquanto trafegava rumo ao trabalho /Foto: Reprodução
Quem passar pela Avenida Antônio da Rocha Viana nesta segunda-feira (4) vai perceber um cartaz, elaborado pelos familiares da estudante de jornalismo Marina Oliveira, pendurado bem no local do acidente onde ela morreu em 4 de abril deste ano.
O objetivo é pedir por justiça, já que hoje faz 90 dias de sua morte e o processo que visa punir o responsável está parado, segundo a família.
“A intenção é chamar a atenção das autoridades competentes, pois já se passaram 90 dias e não obtivemos um retorno da Justiça. Só sabemos que o processo está tramitando de instância em instância, mas até agora nenhum avanço. Outro objetivo de termos pendurado o cartaz é pedir leis mais rígidas para infrações feitas no trânsito, pois o que vemos hoje são leis brandas que acabam beneficiando, e não punindo as pessoas que cometem crimes no trânsito”, disse ainda muito emocionada a irmã Izabele Oliveira.
Entenda o caso
Marina estava indo trabalhar quando um carro em alta velocidade invadiu a pista onde ela trafegava na Avenida Antônio da Rocha Viana, ocasionando uma batida frontal.
Socorristas tentaram reanimar a jovem, que ficou presa às ferragens, mas Marina não resistiu.
O casal do outro carro também ficou ferido e foi levado para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou falha humana. Segundo o laudo, o condutor do veículo, Wilke Ferreira Melo, 20 anos, perdeu o controle do carro que trafegava com quase o dobro da velocidade permitida na pista.
Ele foi Indiciado por homicídio culposo no trânsito e está respondendo ao processo em liberdade.
