Familiares de estudante morto em boate fazem protesto no centro de Rio Branco

Por Everton Damasceno, ContilNet 21/07/2016 às 11:38
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A família produziu cartazes com frases de efeito, protestando contra impunidade/Foto: ContilNet

Na manhã desta quinta-feira (21), os familiares do estudante Rafael Frota, morto no dia 2 deste mês, fizeram uma manifestação no Centro de Rio Branco, para pedir por justiça. Rafael foi alvejado por um policial federal durante uma briga e morreu no Pronto Socorro da Capital.

De acordo com os familiares, o ato busca principalmente chamar a atenção das autoridades competentes para que o crime que ceifou a vida de Rafael Frota, para que não fique impune, e busca também sensibilizar a população a aderir ao movimento para pedir por mais segurança e rigor na aplicabilidade das leis.

O pai da vítima, Gutemberg Frota, espera que o inquérito seja finalizado e quer que, além do policial federal envolvido, a polícia apresente também os demais federais que estavam com ele na noite do ocorrido.

“Haviam cinco policiais federais naquela festa que acabou com a vida do meu filho. Um deles chegou a sair com a arma do policial para fora da boate, na tentativa de obstruir o trabalho pericial. Eu espero que a polícia apresente também esses outros envolvidos para que sejam penalizados, assim também como os rapazes que causaram a confusão”, disse o pai de Rafael ainda emocionado.

Ainda de acordo com Gutenberg, o laudo pericial apresentado mostra que a vítima entre 4 e 6 metros de distância do local de onde o policial que efetuou os disparos, comprovando que Rafael não estaria envolvido na briga.

Entenda o caso

Rafael Chaves Frota, de 25 anos, morreu no dia 2 de julho após ser baleado em uma boate, por disparos efetuados por um policial federal, identificado como Victor Campelo, após uma briga motivada por ciúmes. Os disparos também atingiram o próprio policial, que ficou ferido com um tiro na perna, e Nelziony Patrício, 32 anos, com um tiro no peito, ambos também ficaram internados no Pronto Socorro, mas já receberam alta.

No total, quatro tiros foram disparados da arma do agente, segundo a Polícia Civil. De acordo com o relato de testemunhas, a briga teria começado após um homem acompanhado de outros dois, dar em cima de uma mulher e ela recusar-se a dançar com ele. A mulher estaria na companhia do policial, que teria ido tomar satisfações e acabou sendo agredido pelo trio com socos e pontapés. Caído, o policial teria sacado a arma e efetuados os disparos.

 

Conteúdo Original / Fonte: REDAÇÃO CONTILNET

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