Empresários e contadores participaram, na noite da última segunda-feira, 11, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), do encontro: “Novas Regras do Simples Nacional”. Na oportunidade, foram apresentadas as novas tabelas, regras de cálculo dos valores a pagar no Simples, limite de faturamento e a alíquota efetiva, além da aplicação do limite e uma simulação prática de cálculos.
Segundo o contador e consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Niveson Costa Garcia, as mudanças que entrarão em vigor a partir de janeiro trarão impactos no cálculo do Simples. “Algo que até 2017 o empresário tinha uma certa estabilidade em relação aos percentuais, a partir de janeiro tem que tomar cuidado, pois a cada mês a carga tributária pode ter oscilação para mais ou para menos. Isso impacta no dia a dia das empresas, dos contadores e na fixação de preços. Por isso, é preciso ter um cuidado e um relacionamento muito próximo entre a indústria e o seu contador”, alerta.

Segundo o contador e consultor da CNI, Niveson Costa Garcia, as mudanças que entrarão em vigor a partir de janeiro trarão impactos no cálculo do Simples/Foto: Ascom Fieac
A maior de todas as mudanças é a elevação do faturamento para que as empresas possam aderir ao Simples que, em 2018, passa a ser de R$ 4 milhões e R$ 800 mil. Atualmente, o limite é de R$ 3 milhões e R$ 600 mil. “Com a elevação dos limites de faturamento, outras empresas que até então estavam fora do Sistema por conta do faturamento poderão aderir. Quem já está será beneficiado com a possibilidade de crescimento e quem não estava vai passar a ter um Sistema mais fácil e mais simples para cumprir suas obrigações tributárias”, explicou Niveson Garcia.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Olaria (Sindoac), Márcio Agiolfi, elogiou o esforço da FIEAC em trazer palestras com profissionais capacitados para debater assuntos que têm gerado bastante dúvidas no setor empresarial. “Conseguimos esclarecimentos, por exemplo, para a reforma trabalhista, o e-Social e o Simples. Isso traz benefícios que o empresário pode reduzir até os custos dos produtos”, afirmou.
Este encontro fez parte de uma iniciativa da CNI, por meio do Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), em parceria com as federações de indústrias, como a FIEAC.
