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Forças Armadas voltam a ocupar o RJ; Jovem acreano relata momentos de pânico

Por Marina, ContilNet Fonte: THALIS GUTIERRES, DA CONTILNET 10/10/2017 às 08:26

As intensas trocas de tiros que acontecem na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, nos últimos dias têm deixado os moradores e visitantes da cidade em completo estado de pânico. Na manhã desta segunda-feira (10), as Forças Armadas retornaram  à comunidade, para auxiliar a polícia em buscas no entorno da favela. Segundo a Secretaria Estadual de Segurança, os militares estão dando “apoio técnico” à Polícia Militar (PM) em ações de varredura na mata que faz limite com a comunidade.

Ojovem acreano Ton Rael que frequenta uma universidade nas proximidades do Turano, falou à reportagem da ContilNet sobre os momentos de terror testemunhados por ele:

“As forças armadas retornaram hoje, a faculdade que frequento fica perto do Turano, uma das comunidades mais perigosas do Rio e com isso já passamos por diversos momentos de pânico, tiroteios no entorno infelizmente tem acontecido com frequência, hoje mesmo as nossas aulas devem ser canceladas para evitar situações assim”, disse o universitário.

Confrontos na Rocinha tiveram início em setembro/Foto: O Estadão

Ao ser questionado a respeito de como estão sendo os últimos dias e sobre os perigos de viver em uma cidade grande e marcada pela presença constante nos índices de violência do Brasil, o jovem contou como faz para driblar os problemas e viver de forma no mínimo “mais tranquila”.

“Eu moro em Jacarepaguá, um lugar absurdamente longe da faculdade. Mas prefiro assim, porque lá me sinto seguro. Prefiro morar em um lugar que me sinto seguro a morar perto da faculdade e conviver com o medo”, finalizou.

As Forças Armadas foram chamadas em setembro para ocupar a Rocinha, depois que grupos criminosos rivais entraram em confronto armado pelo controle dos pontos de venda de drogas ilícitas da comunidade.

Na segunda-feira (10), novos confrontos entre policiais e criminosos foram registrados e segundo a PM do Rio, dois corpos foram localizados. Mais de 500 policiais militares ocupam atualmente a Rocinha.

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