
Machar teve início em frente ao Sebrae e seguiu até a Aleac/Foto: ContilNet
A semana de combate à LGBTfobia teve como marco a saída da marcha em prol da causa na manhã desta terça-feira (17), que saiu da frente da sede do Sebrae, no centro, e percorreu as ruas da capital até chegar à Assembleia Legislativa do Estado do Acre.
Os manifestantes, que se reuniram por volta das 9 horas da manhã, gritavam pelo fim da discriminação ainda encontrada na sociedade, assim como o basta na violência que assombra os LGBTs.

“Nos últimos meses, nós tivemos relatos de agressões e até casos de assassinato contra a classe”, lamenta Germano
O presidente da Associação de Homossexuais do Acre, Germano Marino, trajando vestes pretas que demonstram o luto diante dos recentes assassinatos e uma faixa com as cores do movimento, fez questão de enfatizar casos de violência incitados por homofobia que ocorreram nos últimos meses e que, de acordo com o presidente, não podem ser esquecidos.
“Nos últimos meses, nós tivemos relatos de agressões e até casos de assassinato contra a classe. Exemplos como o Jerre, que foi morto em Feijó vítima de 35 facadas, assim como o o Nilberto, que foi torturado, sem falar na travesti morta na noite de domingo com dois tiros no pescoço. É inaceitável que barbáries como essa ainda aconteçam, e não nos calaremos na briga por respeito, justiça e o fim perpétuo da homofobia”, expôs.
O presidente aproveitou para reforçar o pedido à imprensa com o cuidado ao veicular matérias com termos não adequados ou que, de certa forma, pareçam pejorativas para a classe.
“A discriminação está presente em todas as esferas da sociedade, às vezes ela começa até mesmo com vocês, a imprensa. Uma nota que é publicada, um título mal elaborado, com palavras como ”aloka” ou coisas desse gênero, necessitam de mais cuidado, de uma atenção a mais, para que não acabem incitando julgamentos desnecessários para com a classe.”
A marcha, que se encerrou nas imediações da Aleac, tem como proposta a criação do Dia Estadual de Combate â Homofobia, que aconteceria no dia 17 de maio de todos os anos, com o propósito de que a classe possa se manifestar e apontar soluções aos problemas vivenciados.

