Médico pede ambulância do Samu para atender emergência e recebe “batida” de telefone na cara

Por Wania Pinheiro, ContilNet 08/04/2018 às 16:12

A família da funcionária pública aposentada Olinda Coelho Pinheiro, 75 anos, viveu uma noite de desespero no hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.

A idosa sofreu um desmaio quando estava em sua residência na última quarta-feira (5), e quando uma das filhas ligou para o hospital, foi informada que a única ambulância que atende a comunidade estava “quebrada”.

A aposentada foi levada para o pronto socorro em um veículo de familiares, e quando seu quadro se agravou o médico Henrique ligou para o Samu, em Rio Branco, pedindo uma ambulância e recebeu uma ‘batida’ de telefone em sua cara.

Tentando amenizar o sofrimento da família da aposentada, o secretário municipal de Saúde, Daniel Herculano, ofereceu a ambulância da prefeitura para transportar a paciente, mas foi informado que o veículo não tinha os equipamentos adequados para atender Olinda, durante a viagem.

Amigos da família estiveram no Samu em Rio Branco, mas também foram informados que o veículo não poderia sair para atender Sena porque o caso da paciente não era “grave”.

“Se o médico pediu a ambulância, havia necessidade. O que eles querem, deixar a pessoa morrer ou que um problema de saúde se agrave para atender o chamado de um hospital?”, pergunta uma das filhas da paciente.

Revoltadas, as filhas da aposentada a levaram para casa, e viajaram para Rio Branco em carro particular na manhã desta quinta (5), em busca de atendimento médico.

REVOLTANTE

Sena Madureira, que está cadastrado no último Censo do IBGE como sendo o terceiro maior município do Acre, não tem ambulâncias para atender as emergências. A cidade é uma das mais violentas do estado, e quase todos os dias os poucos médicos que atendem no local, correm de um lado para o outro sem ter muito o que fazer.

ContilNet já denunciou o descaso centenas de vezes, como também outros veículos de comunicação, mas o governo estadual se faz indiferente a triste situação vivida dia a dia por milhares de pessoas.

O hospital João Câncio tem que atender ainda pacientes dos municípios de Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus, além de populações ribeirinhas que moram em comunidades do estado do Amazonas que habitam parte do rio Purus.

A situação de quem mora em Sena Madureira, que já foi considerada a Princesinha do Acre, hoje é muito difícil. Além dos graves problemas no setor de saúde, que vem maltratando e matando centenas de pessoas todos os anos, o moradores são obrigados a conviver com as facções criminosas, que dominaram muitos bairros, expulsando as pessoas de suas casas.

Conteúdo Original / Fonte: REDAÇÃO CONTILNET

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.