
Pelas fotos compartilhadas pela comunidade é até difícil defini-la como rua; por lá só há muitos buracos, lama e poeira/Foto: cedida
A rua leva o nome daquele que é considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos, e cujas obras tantos prazeres trazem aos amantes da literatura. Mas felicidade não é o sentimento mais vivido pelos moradores da rua Machado de Assis, no bairro Floresta. E o transtorno só piorou após a intervenção do programa Ruas do Povo, que deveria, em tese, ter resolvido os problemas.
Pelas fotos compartilhadas pela comunidade é até difícil defini-la como rua; por lá só há muitos buracos, lama e poeira.

Além da precariedade das ruas, outro problema é a falta de saneamento básico/Foto: Charlton Lopes/Contilnet
O contador André Silva, que está construindo a casa no bairro, diz ter até chegado a atolar o carro na entrada de casa. “É um pedaço de 200 metros de rua que já foi asfaltada e hoje se encontra totalmente destruída. É uma situação crítica você morar dentro de um bairro urbano, e não ter o mínimo de infraestrutura básica”, relata o contador.
Além da precariedade das ruas, outro problema é a falta de saneamento básico. André Silva diz não ter para onde despejar o esgoto. “Os vizinhos já jogam os resíduos direto no canal que passa por trás da rua, mas eu não acho isso correto. Gostaria que o órgão responsável tomasse uma atitude para resolver esse problema do esgoto” comenta ele.
De acordo com o diretor de Operações de Esgotos do Depasa (Departamento de Pavimentação e Saneamento) em Rio Branco, Janderson Pontes, será enviada uma equipe técnica até o local para verificar a atual situação. “Vamos enviar uma equipe e, diagnosticado o tipo de problema na área de esgoto, com certeza o Depasa tomará medidas cabíveis para normalizar o saneamento no local”, explicou Pontes.
De acordo com a Diretoria de Operações do Depasa, a rua Machado de Assis já é pavimentada e não consta na programação do Ruas do Povo para novos investimentos. Segundo o órgão, os serviços de recuperação são de responsabilidade da Emurb (Empresa Municipal de Urbanismo). ContilNet tentou entrar em contato com o órgão, mas não obteve sucesso. Ao que se vê, aquilo que um dia já foi asfalto na rua Machado de Assis, ficará apenas para as “memórias póstumas” de seus moradores.

