O Ministério Público Federal (MPF) divulgou na noite deste sábado (10) uma nota em sua página no Facebook repudiando o vazamento para a imprensa da delação de um ex-executivo da Odebrecht que revelou possíveis esquemas de distribuição de propinas para políticos brasileiros. O governador do Acre, Tião Viana, e o seu irmão, o senador Jorge Viana, ambos do PT, estariam nessa delação vazada. Confira a nota de esclarecimento:
Nota de Esclarecimento
Em virtude da divulgação, pela imprensa, de documento sigiloso que seria relativo à colaboração premiada de um dos executivos da Odebrecht, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitará abertura de investigação para apurar o vazamento.
O vazamento do documento que constituiria objeto de colaboração, além de ilegal, não auxilia os trabalhos sérios que são desenvolvidos e é causa de grave preocupação para o Ministério Público Federal, que segue com a determinação de apurar todos os fatos com responsabilidade e profissionalismo.
O MPF volta a expressar que todo documento de colaboração, para que possa ser usado como prova e para que tenha cláusulas produzindo efeitos jurídicos para o colaborador, somente possui validade jurídica após regular homologação pelo Supremo Tribunal Federal.
