O prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), mesmo em período de recesso, ainda é palco para algumas situações no mínimo estranhas. O último registro ficou por conta da gravidez de uma das mulheres acampadas no hall da Aleac, com o risco da mãe dar à luz no próprio local. Ao todo são oito famílias que ainda estão albergadas na entrada do Legislativo por falta de moradia.
A jovem grávida, Elisângela da Silva, disse que se nada for feito pelos desabrigados, a criança vai nascer ali mesmo: “Não tenho para onde ir e se nada for feito, vai nascer aqui”.
Elisângela está abrigada no hall da Aleac há cerca de dois meses e foi diagnosticada como portadora de síndrome do pânico, quando ainda morava na antiga casa. Ocorre que neste espaço de tempo a jovem descobriu que engravidou enquanto permanece abrigada no local.
“Estou passando por uma situação difícil, o meu marido arrumou um emprego somente há poucos dias e não temos uma casa, mas mesmo assim, eu fiquei feliz com a gravidez”, complementou a jovem.
Além de não ter onde morar, a preocupação de Elisângela agora está no fato de que ela precisa suspender o uso dos medicamentos contra a síndrome do pânico, por conta da gravidez. Mesmo com todos esses problemas, ela se disse feliz com a chegada do mais novo morador do hall da Aleac.
Apesar de não receberem apoio oficialmente, o grupo de oito famílias tem acesso a um mínimo de condições oferecidas pela presidência da Aleac, embora não seja uma responsabilidade direta do Poder Legislativo.

