
Policiais cumprem mandados no Conjunto Rui Lino
Várias famílias do Conjunto Rui Lino III e Cabreúva, suspeitas de terem se beneficiado do esquema de venda ilegal e direcionamentos de casas populares, acordaram com agentes da Polícia Civil na porta de suas residências. Foi iniciada nesta quinta-feira (12) a 3ª fase da Operação Lares e deverão ser cumpridas 74 ordens judiciais.
De acordo com informações da assessoria da Secretaria de Segurança, serão 37 mandados de condução coercitiva e outras 37 de medidas cautelares que pedem o afastamento dos imóveis em um prazo de 48 horas. Caso descumpram a medida, a justiça poderá emitir pedidos de prisão preventiva.
A operação é feita de forma conjunta com o Ministério Público do Acre (MP/AC) e tem como objetivo desmontar um esquema de fraudes que estaria sendo realizado por um grupo de servidores da Secretaria de Habitação (SEHAB), que diante do pagamento de valores entre R$ 5 a 30 mil prometiam facilitação da entrega de casas populares. Cerca de 40 casas foram vendidas e 60 direcionadas.
1ª Fase
A primeira fase da “Operação Lares” foi encerrada em 1 de fevereiro. A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e oito mandados de condução coercitiva na Secretaria de Habitação e uma empresa privada da cidade. Ninguém chegou a ser preso.
2ª Fase
Na segunda fase deflagrada em abril, 10 pessoas foram indiciadas pelo esquema fraudulento, entre eles os diretores da Sehab, Daniel Gomes e Marcos Huck, que foram presos preventivamente, e também a ex-funcionária Cícera Dantas, considerada como peça chave do esquema, e a empresária Rossandra Lima, que confessou ter comprado uma doceria com o dinheiro da venda das casas. Destes, apenas Marcos Huck conseguiu habeas corpus e o restante continua preso.
Todo o material coletado foi entregue ao Judiciário para a abertura do processo.
