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“Nutrição não é apenas estética. A base dessa ciência é a saúde”

Por Marina, ContilNet Fonte: ASTORIGE CARNEIRO, DA CONTILNET 09/09/2017 às 22:35

No último dia 31 de agosto, foi celebrado nacionalmente o Dia do Nutricionista, nos lembrando da importância desses profissionais. Mais do que uma área que auxilia na busca de um resultado estético, trata-se de uma ciência que tem como principal objetivo a saúde da população, prevenindo doenças e combatendo os extremos da desnutrição e da obesidade.

Para falar um pouco sobre esta ciência aos leitores do site, a equipe da ContilNet recebeu Gabriela D’Anzicourt, nutricionista consultora da Verde Vida Farmácia em Rio Branco (CRN7-7501), e que atua especialmente na área da nutrição esportiva especializada.

Entre os assuntos abordados, estão os benefícios da água, a importância de consultar um profissional atuante para não cair nas armadilhas das “dietas miraculosas”, suplementação, e algumas pontuações sobre a reeducação alimentar.

Entre os assuntos abordados, estão reeducação alimentar, suplementação e os benefícios da água para o corpo/Foto: ContilNet

ContilNet – Dentro desta ciência, como funciona a atuação do profissional de nutrição?

Gabriela D’Anzicourt – Venho observando uma mudança significativa desde o meu tempo enquanto acadêmica. O estilo de vida “fitness”, digamos assim, cresceu muito nos últimos anos, e para os profissionais dessa área, vem sendo um desafio enfrentar algumas “dietas da moda”, e informações que são interpretadas erroneamente. Podem ser até informações interessantes, mas que podem não ser adaptáveis para o nosso organismo. Existe o individualismo biológico, que é um fator que precisa sempre ser colocado na balança.

ContilNet – Algumas reportagens apontam que a maioria da população nunca comeu tão “mal” como nestes últimos anos. Qual o seu posicionamento sobre a alimentação atual?

Gabriela D’Anzicourt – Concordo. A velocidade de informação e a modernidade que o ser humano adaptou para sua rotina também afeta a alimentação, que se torna mais difícil de ser readaptada e adequada à essa rotina. Mas além da otimização do tempo, existe uma dificuldade maior ainda que é a barreira psicológica. Independente da estrutura escolhida para viver, é possível se adequar e ter os resultados esperado – desde que haja compromisso.

ContilNet – Levando em consideração essas barreiras psicológicas, qual a sua recomendação para melhorar a alimentação, ou seja, torná-la mais saudável, nessa “correria” diária?

Gabriela D’Anzicourt –  A pergunta, muito maravilhosa, ilustra bem o que sempre divulgamos, que é a reeducação alimentar como base da mudança. Parece até clichê falar, mas é reeducando (ou seja, reaprendendo a se alimentar) que podemos alcançar os melhores objetivos. E sempre lembrando que é preciso integrar essas alterações com as recomendações de um profissional adequado. É importante sempre lembrar que é preciso combinar uma alimentação saudável com a prática de exercícios físicos, sendo que estes também devem ser adequados para as condições biológicas individuais.

ContilNet – A alimentação disfuncional está diretamente ligada a algumas doenças. Como esse desequilíbrio afeta o corpo?

Gabriela D’Anzicourt –  O desequilíbrio, como você mesmo disse, está totalmente ligado não apenas ao desenvolvimento de patologias mais graves (como câncer), mas com as patologias mais comuns que “afogam” o Sistema Público de Saúde (SUS), conhecidas como doenças crônicas não-transmissíveis: diabetes, hipertensão, entre outras. Hoje, a obesidade, a nível de Brasil, é o maior problema correlacionado à uma alimentação desregrada. Nutrição não é apenas estética. A base dessa ciência é a saúde.

ContilNet –Sobre a suplementação: você acha que é importante para um equilíbrio alimentar e alcançar os resultados esperados?

Gabriela D’Anzicourt –  A resposta seria “depende” (risos). Na verdade, muitas das perguntas correlacionadas à nutrição poderão ser respondidas com um “depende”, justamente por conta do fator da individualidade biológica. Esse fator vai ser o gatilho para determinar o que melhor se adequa ao paciente, e muitas respostas relacionadas a esse fator podem ser obtidas durante a triagem da consulta. Às vezes, o suplemento entra de forma auxiliar em uma alimentação sólida precária, ou como complementação alimentar (não substitui nenhuma refeição). Mas é preciso quebrar essa imagem do suplemento como “elixir do milagre”. Não adianta ter o melhor produto se você peca na alimentação em geral, se você está inativo fisicamente…

ContilNet –Sobre a água, qual a dosagem diária recomendada para um funcionamento corporal adequado?

Gabriela D’Anzicourt –  Mais uma vez, como na pergunta anterior, depende. O cálculo é feito de acordo com o peso corporal quando a pessoa tem uma atividade física dita “normal” ou é inativa fisicamente. Quando é alguém que realiza uma atividade física mais extrema, como um atleta, os padrões são elevados. O corpo humano é composto de 70% de água não à toa, já que ela é responsável por muitos dos nossos processos. De qualquer forma, a ingestão de água é de extrema importância, independente da sua dieta, da sua rotina e do seu estilo de vida. No mínimo de 2,5 a 3 litros por dia é a melhor recomendação.

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