Leonildo Rosas, porta-voz do governador do Acre, usou a sua conta na rede social Facebook para desmentir o Manifesto de Professores publicado na última terça-feira (19), em relação ao fechamento do Colégio Esatual Barão do Rio Branco (CEBRB).


No manifesto, os docentes pontuam a importância histórica da instituição de ensino, incluindo seu papel social na formação milhares de alunos desde quando foi construída em 1950. Na postagem, Rosas afirma que “inicial mal na política quem inicia pelos velhos caminhos da mentira”.
Ainda de acordo com o porta-voz de Tião Viana, não houve nenhum diálogo sobre o fechamento da escola, destacando que a oferta de ensino médio foi aberta em cinco escolas para tentar reduzir o número de turmas por turno.
“Não haverá fechamento de escola nenhuma na região do Centro de Rio Branco. Algumas sim passarão por um reordenamento mas para melhorar ainda mais a oferta de vagas e adequação do ensino integral. É bom antes de sair escrevendo manifesto nas redes sociais, procurar a Luz da Verdade, e não sair por ai distribuindo mentiras “, finalizou Rosas.
Confira o Manifesto dos Professores:
“À comunidade escolar CEBRB e a todos os cidadãos interessados.
Há poucos dias, recebemos a informação de que a Secretaria de Estado de Educação e Esporte pretende fechar um número significativo de turmas dos três períodos, sobretudo as de primeiro ano. E o pretendem fazer sob a alegação de que a escola é muito grande e, portanto, difícil de ser administrada.
Dessa forma, pretendem simplificar um problema que é ocasionado por um conjunto de fatores, buscando uma fórmula mágica pra solucioná-lo ao invés de encarar com seriedade a realidade, não só do CEBRB, mas de todas as escolas públicas do estado.
E o mais revoltante: não parecem estar pesando na balança o impacto que tal medida vai ocasionar em um grande número de alunos, professores e funcionários da escola. Para se ter uma ideia do quadro: a demanda por matrículas no CEBRB já é muito grande com as turmas existentes atualmente! A diminuição das referidas turmas só agravará esse problema; professores que têm uma vida inteira de dedicação na escola correm o risco de ser remanejados devido ao grande número de turmas que precisam para fechar sua carga horária.
O mesmo ocorrerá com o quadro de funcionários, pois, com tal medida, buscam reduzir ainda mais um número que já não é adequado.
É importante destacar que a dificuldade em gerir uma escola não está, necessariamente, relacionado ao seu tamanho. O fato é que uma escola do porte do CEBRB precisa de um número adequado de funcionários em suas devidas funções, de manutenção periódica e estrutura condizente com o número de alunos matriculados, além é claro, de uma equipe gestora e professores valorizados e dispostos a trabalhar – e poderíamos acrescentar também o apoio e presença da SEE nos momentos de dificuldade. Mas é aí que reside o problema. A SEE não parece estar disposta a seguir por esse caminho que seria o mais adequado do ponto de vista da elevação da qualidade de ensino e aprendizagem numa das mais tradicionais escolas de Rio Branco.
Cabe ressaltar também a suspeita de que, ao longo dos próximos anos, mais turmas poderão ser fechadas para que, futuramente, o prédio do CEBRB seja utilizado para alojar uma das tantas secretarias de Estado ou para qualquer outra função. E o pior, nos foi informado que as salas de aula das turmas fechadas ficarão, a priori, ociosas em 2018, o que aumenta ainda mais nossa perplexidade diante do fato.
Diante de tudo que foi exposto aqui, viemos pedir o vosso apoio para não permitirmos que tal medida seja tomada.
Sabemos da importância e do valor histórico do Colégio Estadual Barão do Rio Branco e não podemos permitir que ele seja diminuído.”
