Só no segundo semestre deste ano, a Petrobras mudou os preços dos combustíveis mais de cem vezes. A informação repercute nos principais veículos do país.
Para se ter uma ideia, o Jornal Nacional foi às ruas para ver se a população sabe o preço vigente.
Repórter: Quanto está o litro da gasolina?
Consumidor: Esse que eu tô pondo? Preciso ver, porque sobe todo dia.
Do dia 3 de julho até esta sexta-feira (22), os preços mudaram 116 vezes, de acordo com um levantamento feito pela própria Petrobras. No Acre, alguns desses preços atingem o valor mais alto do país.
Aqui, foram registrados oitos grandes aumentos em apenas dois meses. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor médio da gasolina no Brasil chegou a R$ 4,089 – é o maior do país.

Combustíveis mudaram o valor mais de 100 vezes em menos de 6 meses/Foto: Reprodução
“Antigamente, quando a gasolina subia, a gente costumava ver o funcionário do posto, o frentista, abrindo a bomba e mudando os números manualmente. Hoje já não pode ser feito mais assim. Tem lacre nas bombas. Elas não podem ser abertas. O preço do litro em um posto está R$ 4,29. Para fazer uma alteração nesse preço agora é tudo por computador”, diz um trecho da reportagem do Jornal Nacional.
O presidente do Sincopetro explica ao jornal qual a referência que as distribuidoras estão adotando para reajustar os preços.
“Subiu R$ 0,03 ela repassa, nós repassamos. Baixou R$ 0,03 ela repassa, nós repassamos. Então, nós estamos trabalhando praticamente com um gatilho, porque todo dia não tem como mexer”, afirma o presidente do Sincopetro, José Gouveia.
No sábado (23), os preços subiram mais uma vez.
