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Presidente do ISE diz que o “preconceito social” ainda é o maior Vilão a ser vencido

Por Marina, ContilNet Fonte: Gessiane Costa 07/08/2016 às 21:27

O Presidente do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE), Rafael Almeida, que esteve visitando nos últimos dias o terceiro maior município acreano, Sena Madureira, não demorou em responder ao ser questionado pela equipe de reportagem da ContilNet sobre o maior desafio que ele vem encontrando nas diversas unidades socioeducativas, espalhadas pelo Estado, e que acolhem diariamente adolescentes em conflito com a lei. Segundo o diretor, o “preconceito social” ainda é o maior vilão a ser vencido no Acre.

“Romper com a barreira do preconceito. Tendo em vista que realmente a sociedade ainda critica, julga, acusa e aponta o dedo para um jovem desses. Nós sabemos que ao cometer um erro, às vezes um homicídio dentro de uma família, um assalto a um pai de família, gera realmente um sentimento de revolta, mas nós temos que entender que esse jovem vai ter que viver na sociedade. Ele não vai sofrer com pena de morte, ou muito menos prisão perpétua. Então, acredito que o Estado, a família e a sociedade em geral, estando juntos e fazendo com que esse jovem volte para a sociedade, melhorando a sua situação, com mudanças significativas para a sua vida.” Explicou.

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Presidente do ISE, Rafael Almeida /Foto: Assessoria

A Sociedade e o pequeno infrator

Rafael ressaltou ainda que o maior desejo como presidente do ISE é não querer que esse jovem chegue até o sistema prisional, afirmando que a melhor maneira que os municípios, líderes comunitários, associações, igrejas e outros podem participar seria colaborando com o trabalho de prevenção, que por sinal é fundamental, principalmente em Sena Madureira. “Deve-se trabalhar a cultura, o esporte, o lazer e a boa educação familiar. Com educação essencial para esse jovem, criança ou adolescente, sem dúvida, iremos ter um índice bem reduzido para um adolescente ser privado de liberdade. Para isso, é indiscutível que a sociedade não julgue, mas estenda a mão, pois se esse jovem voltar pior poderemos ter problemas mais gravosos ainda. É por isso, que todos nós temos que nos preocupar em fazer o possível, para que esse adolescente tenha consciência que ele precisa mudar e ser alguém no futuro, ter um projeto de vida.” Concluiu.

Vale lembrar que atualmente existem sete unidades de internação em todo Estado do Acre. Sendo quatro em Rio Branco, três abrigos masculinos e um feminino, uma unidade em Sena Madureira, uma unidade no município de Feijó e uma em Cruzeiro do Sul.

Nas unidades de recuperação, o governo do Estado realiza trabalhos psicossociais, escolarização, assistência religiosa e cursos profissionalizantes, no quais os socioeducandos são submetidos a atividades diárias de cultura, esporte, lazer, artesanato, assistência religiosa, entre outras, com o intuito de levar ensinamentos a centenas de adolescentes infratores, objetivando uma melhor conduta dos internos.

 

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