
Psicóloga acreana Cláudia Correia
A ex-mulher do atirador de Orlando, Sitora Yusufiy, afirmou que ele “podia ser homossexual” e que deve ter alguma razão psicológica para o ataque à boate Pulse em Orlando.
Ela também teria relatado ao FBI que seu ex-marido tinha “tendências homossexuais”. O atual noivo de Sitora, o brasileiro Márcio Dias, disse em entrevista ao SBT transmitida na última segunda-feira que o pai de Omar Mateen o chamava de gay com frequência.
De acordo com relatos de vizinhos e conhecidos, o agressor chegou a visitar a boate gay Pulse antes do ataque que deixou 49 mortos e mais de 50 feridos no último domingo.
A tese de uma possível homossexualidade de Mateen surgiu em vários jornais americanos, podendo complicar o processo para compreender os impulsos psicológicos que o levaram a cometer o pior ataque a tiros da história dos EUA.
De acordo com a psicóloga acreana Cláudia Correia, é necessário considerar que são muitos os fatores envolvidos na construção da personalidade que leva o ser humano chegar a tal comportamento.
“O ser humano é biopsicossocial, ou seja, existe um contexto social ao qual o indivíduo estava inserido, a família, sua infância, adolescência e desenvolvimento. Crenças centrais foram formadas em sua mente. Precisamos mostrar e explicar à sociedade que falhas dentro dessa criação afetam a personalidade e podem levar esses indivíduos a
serem atraídos por essas religiões radicais que dão preferência a estes tipos
de personalidades”, explicou Cláudia.
Ela ressalta ainda que o problema do atirador pode ir muito além da homofobia. “Uma pessoa que comete este tipo de ato ela já tem uma distorção no psicológico dela, e muitas coisas serviram de gatilho, serviram para desencadear, vir à tona este comportamento sociopata ou psicopata”, completou.
